Tribuna do Leitor

A imigração japonesa


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Foi considerado o dia 18 de junho como marco da história da imigração japonesa a data da chegada do navio “Kasato Maru” no porto de Santos, que trouxe famílias japonesas para ocuparem o “vazio” da mão-de-obra escrava nos cafezais nessa imensidão do Brasil.

A cultura milenar que os japoneses carregam na sua tradição não permitiu permanecer sob o domínio dos mais fortes por muito tempo. No governo de Getúlio Vargas os imigrantes foram proibidos de circular os livros, as revistas e jornais japoneses, muito menos ensinar sua língua para os descendentes que aqui nasceram. Isso, motivado por medo de ser dominado pela língua japonesa. Pois, o “segredo” da cultura milenar japonesa estava e está em “circular os conhecimentos entre o povo” através da escrita e a leitura, sem as quais não haveria força para o desenvolvimento de uma “nação”. Passado um século, aqui no Brasil, atualmente muitos são discutidos a necessidade de “leitura” das mais variadas obras escritas.

Outro segredo da “cultura japonesa” está na crença do uso da “inteligência infinita da raça humana” e acreditar que tudo aquilo que se idealiza concretiza-se no mundo real, somados à determinação e a força de vontade em vencer quaisquer obstáculos ou dificuldades. Teses essas, há mais de setenta anos, sustentadas pelo mestre Massaharu Taniguchi, da “Seicho no Iê”, atualmente aceita em larga escala pelos seus seguidores nos mais variados países do mundo, inclusive, no nosso Brasil.

Nesse abençoado Brasil, os japoneses que aqui chegaram concluíram ser uma “ilusão” a idéia de retornarem “ricos” para o país de “origem”. Assim, decidiram aqui ficar e investir, adotando-o como segunda nação. Mas, há pouco mais de duas décadas, os descendentes, assim como muitos brasileiros, unidos pelo casamento realizado, desiludidos com o nosso “Brasil”, ocorre que buscam no país do “Sol Nascente” a idéia de retornarem com “fortuna” para aqui residirem.

Ideal, os descendentes japoneses e também os brasileiros, aqui permanecerem e vencer mais uma vez a batalha para fazer dessa nação, o nosso Brasil, um país muito mais forte que o “Japão”. Isso é possível, vez que na atualidade temos “diálogos” entre as duas nações com os quais se obtém mais ajuda financeira e tecnológica, diferentemente de um século atrás.

Shigueko Sakai - RG 7.636.385-5

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