Tribuna do Leitor

Nota 10 à PM de Bauru


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Sobre a carta do sr. Aelton Aquino, publicada nesta tribuna no dia 18/6/08, me sinto indignado com os comentários deste senhor. Como ele pode fizer que um efetivo de três policiais da cavalaria e duas viaturas de Rádio-Patrulha configura operação de guerra? Por acaso ele sabe como funciona o “Modus-Operandi” ? Quantos policiais estavam na ação? Sete? Oito? Jamais isso seria uma operação de guerra, até porque isso não cabe à Polícia Militar, e sim ao Exército Brasileiro. Quanto a dizer que os meliantes eram crianças novas e indefesas, concordo plenamente com o ponto de vista do sr. Marco Labão: não são crianças inocentes como aparentam, são pessoas já incluídas no mundo do crime, coagidas por traficantes que cada vez mais cedo incluem crianças em sua lista de “funcionários”.

A respeito das viaturas e efetivo, o caro Aelton não deve saber que nas operações em que a PM desenvolve no Calçadão as viaturas que atendem aos chamados feitos ao 190 recebem grande apoio, mesmo que esse não tenha sido solicitado, dos policiais de Cavalaria, Rocam, Tático Motorizado, além dos policiais que fazem a patrulha a pé. Fez bem quem ressaltou que quando descrito a situação ao atendente do 190, este não tem a total noção da situação ali presente. Muitas vezes, nem mesmo quem faz a solicitação tem noção do que realmente aconteceu, simplesmente pedem ajuda, porque sabem que a Polícia Militar sempre ajuda quem precisa. Quando ouvem a mensagem pelo rádio, os policiais se dirigem imediatamente ao local do ocorrido, mesmo que a ocorrência não tenha sido destinada a eles. Esse fato ocorre até pelo companheirismo que um policial tem pelo outro, pela amizade nos batalhões e bases, a intenção de quem chega no local, no serviço de apoio, é prestá-lo a seus irmãos de farda e às proprias vítimas, que são atendidas com mais qualidade e segurança. Agora eu pergunto: qual o nível de instrução do amigo Aelton sobre segurança pública, já que o mesmo se julga habilitado para analisar os profissionais que ali faziam seu trabalho, e nada mais do que cumprir com sua obrigação? Em nenhum momento vi um relato de agressão policial às crianças infratoras, portanto, os policiais não agiram errado em nenhum momento, muito pelo contrário. A polícia cumpriu com seu dever, e devemos nos orgulhar disso.

João Roberto - filho de policial militar

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