Bauru conta com duas entidades – o Esquadrão da Vida e a Comunidade Bom Pastor – para internação de dependentes químicos do sexo masculino maiores de 18 anos. Há, ainda, o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps - AD), que oferece atendimento ambulatorial.
A internação, nas duas entidades, é custeada com dinheiro público e o Caps-AD, ligado à Secretaria Municipal de Saúde, atende gratuitamente. Os encaminhamentos para internação nas duas entidades são feitos pela Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes). Para isso, o próprio dependente químico ou sua família deve procurar o Centro de Referência Especializada da Assistência Social (Creas) e solicitar ajuda.
Porém, Celenita de Oliveira Coelho, tesoureira da Comunidade Bom Pastor e presidente do Conselho Municipal Antidrogas (Comad) frisa que Bauru não dispõe de internação para usuários de droga menores de 18 anos e do sexo feminino. “Temos uma defasagem para estes dois públicos-alvo. Precisaria haver parceria (do Estado) para custear o atendimento deste público, que é mais caro que dos meninos acima de 18 anos”, explica.
A Comunidade Bom Pastor, segundo Celenita, gasta R$ 736,00 por mês por pessoa internada, mas recebe apenas R$ 200,00 do município. Para pagar os gastos, a entidade conta com doações da comunidade e faz promoções. “Temos 15 vagas para internação através da Sebes e hoje estamos com quatro delas liberadas”, comenta.
No Esquadrão da Vida, por exemplo, para conseguir vaga é preciso esperar certo tempo, conta Edmundo Chaves Muniz, diretor executivo da entidade. Ontem, exemplo, a entidade estava na sua capacidade máxima, de 50 pessoas.