Há uma enfandonha mesmice na política brasileira. As faces cruéis que a violência tem assumido são um prato cheio para soltar os demônios e fazer justiça com as próprias mãos. Mesmo quando é a valorização da vida que está em jogo ainda permanece a mesma idiotice. A cultura do ódio só pode levar ao agravamento do estado de barbárie. Pais, educadores e organizações que se preocupam com a vida sabem que é preciso impor limites, que a punição é necessária e que o investimento em educação faz crescer o valor da vida, do outro. Mesmo sob comoção social, juntam-se vozes em torno de que é preciso valer os instrumentos que já temos em mãos, principalmente para desemperrar a nossa frágil justiça. Quando o poder público integrado com a sociedade organizada buscar o diálogo, talvez recupere-se a credibilidade, aumentando assim a participação dos cidadãos e abrindo-se caminhos que levem a uma cultura de paz e respeito à vida.
Carlos Iunes - engenheiro - RG 8.859.121