Tribuna do Leitor

Infelizmente, greve


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O principal papel do educador é a formação integral da pessoa, do ser humano. Discutimos com os nossos educandos direitos e deveres, noções de cidadania, o respeitar e se fazer respeitado. Entretanto, qual exemplo que podemos passar além de nossas palavras, se como profissionais da educação não temos nossos direitos respeitados? Como falar de qualidade na educação, se nós trabalhamos em condições precárias e sem a devida valorização?

O que acontece? Propostas de reforma de ensino utópicas, com conteúdos completamente fora da realidade e nivelados, não levando em consideração a individualidade, a falta de material adequado à aplicação das mesmas; além da tão divulgada informatização no ensino público que - pasmem! - são nove computadores numa sala minúscula com acesso lento, para turmas de, no mínimo 35 alunos. E todos nós pagamos impostos.

Cobramos ainda de nossos alunos que leiam, estudem, pesquisem, enquanto, nós, professores, dobramos jornada dia após dia e nos restam as férias para o tão sonhado lazer: leitura, atualização, cursos de férias e, enfim, recuperar as forças. E os decretos vêm... impondo de forma ditatorial novas regras: data marcada para ficar doente – as férias, filho de professor pode adoecer apenas nos finais de semana, caso isso não ocorra fica vetado o direito à remoção, entretanto, continuamos pagando a Previdência.

A política educacional vigente tenta encobrir as falhas de propostas anteriores que atropelaram o trabalho em sala de aula, desestimulando todos os envolvidos e, mais uma vez, responsabilizando o professor pelo insucesso de projetos dos quais ele não participou. Diante desses fatos relatados, manifestamos o nosso compromisso de sermos coerentes, testemunhando nossa missão de educar com a prática. “Assim, também a fé se não tiver obras, por si só está morta.”( Tiago 2,17 ).

Professores da E.E. Prof. Antônio Guedes de Azevedo, infelizmente em greve - Bauru/SP

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