Como não se sabia as dimensões do tumulto registrado ontem pela manhã na Fundação Casa, até mesmo o helicóptero Águia da PM foi acionado. Com seu apoio, era possível ter uma visão panorâmica do que acontecia na unidade.
Também foram acionados os policiais da região e a Força Tática, informa o capitão Flávio Jun Kitazume. Ele entrou na unidade para ajudar nas negociações, mas permaneceu na administração. Posteriormente, o major Nélson Garcia Filho, subcomandante do 4º Batalhão de Polícia Militar do Interior, também se dirigiu ao local. Inicialmente, comentava-se que uma das professoras teria chamado a atenção de um dos internos durante atividade pedagógica. A atitude teria sido desaprovada por colegas do garoto, segundo a primeira versão. A PM foi chamada, mas a diretora da instituição, Juliana Rosa, não permitiu a entrada dos policiais.
Do lado de fora, uma das funcionárias, que pouco antes estava no interior da Fundação Casa, comentou que os adolescentes quebravam tudo e negou qualquer agressão cometida contra o interno. “Isso não aconteceu”, disse. Depois foi impedida de falar à imprensa pelos colegas que estavam do lado de fora.