Na guerra assimétrica que estamos vivendo na América Latina (prenúncio por sua vez de um tipo de guerra conhecido como de ‘Quarta Geração’), o Exército Brasileiro, que ensina muito Carl Von Clausewitz aos cadetes mas não lhes dá um único ‘Olavo de Carvalho’ para ler, caiu feito um grupo escoteiro em uma armadilha midiática preparada de antemão quando da ocupação lá do tal morro no Rio de Janeiro e que por sua vez teve o seu prenúncio quando o Exército foi resgatar os fuzis que lhe haviam sido roubados de um arsenal anos atrás! Na guerra clássica só ha três coisas a se fazer na busca da vitória; lutar, fugir ou se esconder.
Já na guerra assimétrica travada em um front interno como a dos dias de hoje, o tipo de fato e ação em que o Exército deixou-se meter a mando do governo Lula no morro da Providência encurralou-o direitinho em uma situação onde apenas três coisas poderiam acontecer: ser execrado porque agiu de algum modo e aí então viriam as críticas por ‘abuso de poder’ ou “emprego de violência excessiva” contra a ‘população’, ou criticado porque nada fêz e sendo assim lhe chamariam de omisso e inútil diante do crime não contido e, por último, por conta da proximidade com o mercado milionário do crime organizado, ser por este de algum modo ‘contaminado’ e foi exatamente o que houve neste episódio onde hoje o Exército brasileiro amarga um pedido de desculpas publicamente! Pobre Exército Brasileiro; sabe combater guerras e guerrilhas e até mesmo vencê-las, mas na moderna guerra assimétrica, travada no front interno, perde e perde feio!!
Paulo Boccato