Polícia

Morto é apontado como autor de homicídio no final de 2007

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 3 min

A Polícia Civil de Bauru esclareceu o assassinato de Luiz Fernando de Souza, 24 anos, conhecido como Nandinho, ocorrido no dia 30 de dezembro de 2007. Maicon Fuseta Reis, 21 anos, que foi visto deixando o local onde o corpo da vítima foi encontrado, foi apontado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) como o autor dos três disparos que atingiram Nandinho. Uma semana depois do homicídio, Reis foi morto com dois tiros no Jardim Redentor.

Durante entrevista coletiva realizada ontem, o delegado Abel Cortez, titular da DIG, informou que as investigações conduzidas pela equipe de homicídios da unidade especializada recaíram sobre Reis. “De início, a equipe vislumbrou a possibilidade do autor do delito ser um conhecido do morto, o Maicon Fuseta Reis. Houve a investigação que redundou na confirmação do que a equipe suspeitava”, observa o delegado.

De acordo com Cortez, a DIG fez diversas diligências e chegou a uma testemunha que, em depoimento, revelou aos policiais que Reis teria confessado o crime. “A testemunha confirmou a confissão por parte de Maicon ser o autor dos disparos, dizendo que havia um desacordo entre ambos”, informa. Segundo o delegado, a possibilidade levantada pela polícia é que a desavença teria relação com drogas. “A hipótese que trabalhamos é o envolvimento com entorpecentes”, destaca.

Souza era detento do Instituto Penal Agrícola (IPA), onde cumpria pena por uma tentativa de homicídio e estava fora da unidade por ter conseguido o benefício da saída temporária de final de ano. Ele foi encontrado próximo a um campo de futebol, na quadra 1 da rua Rodolfo Fronick, no Núcleo Bauru 22. Nandinho foi baleado duas vezes na cabeça e uma vez na perna esquerda. A arma utilizada no crime, um revólver calibre 38, não foi localizado pela polícia.

De acordo com Cortez, além do depoimento da testemunha sobre a confissão de Reis, que tinha passagem pela Fundação Casa (antiga Febem), a DIG ainda levantou uma série de indícios que apontam ele como sendo o autor dos disparos. E apesar do acusado estar morto, o crime será relatado ao Judiciário. “A morte do assassino não influencia em nada”, destaca Cortez.

O delegado também informou que a morte de Reis continua sendo investigada pela equipe de homicídios da DIG. Ele foi morto no dia 6 de janeiro com um tiro no tórax e um no abdômen, aparentemente após uma discussão. Reis foi alvejado e caiu dentro de um bar na rua José Pereira Guedes. Ele chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, mas não resistiu e morreu ao dar entrada no Pronto-Socorro Central.

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Final de semana

A Polícia Civil está investigando duas mortes violentas ocorridas em Bauru no último final de semana. No domingo, Juliano Coelho Divino, 25 anos, conhecido como Ratão, foi assassinado no imóvel onde morava, situado na quadra 1 da rua Pedro Giraldi, no Jardim Eldorado 2. Segundo testemunhas, dois homens chegaram em duas ou três motocicletas, entraram na casa, deram de dois a três tiros e fugiram.

O caso foi encaminhado para a Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que iniciou a apuração do crime. “Todas as hipóteses serão investigadas”, afirma o titular da unidade especializada, Abel Cortez. O tenente Samuel Gomes, comandante interino da 3.ª Companhia da Polícia Militar (PM), área onde ocorreu o crime, informa que determinou a intensificação de patrulhamento na região.

No último sábado, Roberto Tinelli Galhardo, 56 anos, transportava um malote com cheques e dinheiro de um supermercado quando foi alvejado com um tiro no peito, no Jardim Araruna. Os assaltantes fugiram levando o malote e Galhardo morreu após ser socorrido.

De acordo com o tenente William Vitti, comandante interino da 4.ª Companhia da PM, ainda anteontem policiais militares encontraram duas motocicletas que foram vistas por testemunhas durante o crime. O tenente explicou que os dados sobre os proprietários dos veículos foram encaminhados à DIG, que apura o caso. Segundo o delegado Abel Cortez, as investigações sobre o latrocínio também já começaram.

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