Existem eleitores, alguns até por conveniência, que dizem sim, outros o contrário - sendo que esse sintomatismo aos poucos vai se tornando um “tsunami” a partir do momento que a imprensa divulga o “retrato” dos candidatos majoritários (prefeitos e vices) da província - porém, a verdade verdadeira é que durante três anos e meio de intimidade política como agregado da atual administração o mínimo que transluz é o rótulo do continuísmo que também vai se consolidando junto à população, num contrapeso ao que se tenta transluzir os adeptos da intolerância.
A metamorfose que se quer fazer verossímil é similar a uma tatuagem. Difícil de ser removida. 45 dias é um prazo exíguo para se tentar alterar o posicionamento dos votos existentes exatamente onde estão concentrados a maioria dos eleitores que, no histórico dos últimos dez anos, têm proporcionado surpresas desconcertantes para os candidatos majoritários, já que nesses bolsões esquecidos pelos governos estadual e municipal, principalmente o municipal, o eleitor está sabendo e fazendo acontecer.
Em 2007 (sábado,3/3 ) e como “homem de confiança” do atual prefeito, o agora candidato a vice na chapa do PSDB declarou à imprensa: "Tenho uma grande admiração pelo Tuga.Ele é sério, honestíssimo e está colocando a casa em ordem. Está se matando para isso. Não posso deixar a administração sofrer esse desgaste".
Tal declaração foi dada após a crítica (“Acho que meu suplente não dá essa colaboração”) a seu suplente que exercia o mandato ( de oposição ao prefeito) durante a interinidade do titular, na Câmara Municipal de Bauru. Pode-se tentar justificar que o contexto era outro, porém, não custa nada relembrar que dois candidatos a prefeito de São Paulo, Marta e Maluf, também perpetraram frases que até hoje são obrigados a se desculparem àqueles a quem vem pedir votos. Aqui na província não será diferente. Haverá cobrança certamente, tanto nos bairros como nos debates, e não será com justificativas de que “seriedade, honestidade, etc”, sejam atenuantes para esconder a ausência do poder municipal na oferta de qualidade de vida (saúde e segurança) condigna aos eleitores existente nos bairros mais necessitados do mínimo dos mínimos benefícios que há anos aguardam.
Hoje em dia, quantas vezes não ouvimos dizer que a “sociedade” é a culpada de tudo o que há de errado no mundo? Ao eleitor cabe a conveniência ou não da continuidade da administração que está chegando ao final.
Nicanor Amaro Silva Neto