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Com barracas de alvenaria, vicentinos preparam churrasco

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

Quem não perde os tradicionais churrascos da Vila Vicentina, cuja entrada é gratuita, notará uma diferença no próximo domingo, quando será realizada sua 57ª edição. Entre as sombras das árvores, a capela e o vaivém incessante de visitantes, será impossível não perceber que as antigas barracas, feitas de tubos de ferro e lona, cederam espaço às novas, agora de alvenaria.

Só a de doces permanecerá como antigamente, já que não deu para erguê-la a tempo para o evento deste ano. Ainda assim, as delícias serão vendidas para agradar os paladares mais exigentes. As opções são das mais variadas. Passam pela maçã do amor, morango com chocolate, doces caseiros, além da canjica e do sonho, que integram a lista dos itens mais vendidos.

Como haveria mesmo de ser, no topo do ranking está o churrasco. Para atender os cerca de 35 mil visitantes esperados, a Vila Vicentina comprou três mil quilos de carne noix e 500 quilos de lingüiça, informa a presidente da instituição, Delfina Rosa Pregnolato. Ela e os 500 colaboradores, vicentinos ou não, são só dedicação para manter a tradição do churrasco. Cada detalhe é pensado com cuidado.

O responsável pelo marketing do evento, Silvio de Oliveira, por exemplo, não se esqueceu nem de incluir cerveja sem álcool (além da tradicional Skol) entre as opções de bebida, com intuito de atender os visitantes que vão aproveitar o churrasco, mas não podem voltar para casa com qualquer dosagem de álcool no sangue, por conta da nova lei de tolerância zero. Ela proíbe o consumo de bebida alcoólica antes de dirigir.

Infra-estrutura

Para os motoristas, a Vila Vicentina colocará à disposição três estacionamentos. Haverá também ônibus extra, saindo da quadra 7 da avenida Rodrigues Alves. Seja qual for o meio de transporte, o visitante poderá chegar a partir das 9h. Às 8h, haverá uma missa na capela da instituição. Uma anterior, programada para às 6h, também estará aberta ao público, mas será destinada especialmente aos colaboradores, prontos desde o alvorecer para acolher as mais de 30 mil pessoas.

Com a participação delas, conta Delfina, a expectativa é arrecadar R$ 70 mil livres. O dinheiro é usado em obras e manutenção da Vila Vicentina, que mantém 82 idosos abrigados e atende outros 12 durante o dia, em proejto social. “Antigamente, a renda do churrasco pagava as despesas por três a quatro meses, agora não dá para um mês”, comenta Oliveira. Quem quiser participar, já pode adquirir o vale-churrasco, cujo valor é R$ 7,00 e dá direito ao espeto e ao pão. Os interessados ainda poderão comprar no dia quatro porções (sendo uma de arroz, uma de salada, uma de farofa e uma vinagrete) por R$ 8,50.

Elas também serão vendidas individualmente a preços módicos. Servem bem duas pessoas. Porém, quem preferir almoçar na vila, desembolsará R$ 20,00 e poderá comer à vontade das 12h às 14h. O cardápio do Buffet Mantovani, outro colaborador, inclui churrasco, lingüiça, frango, arroz, farofa, salada e macarronese, além de sobremesa caseira. As bebidas serão cobradas à parte.

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História

A primeira festa promovida pela Vila Vicentina foi realizada no dia 7 de maio de 1951. Na época, só um boi foi abatido e ainda sobrou carne, conta Silvio de Oliveira, um dos colaboradores mais antigos. “Não foi porque o primeiro não deu certo, que desistimos”, comenta.

Atualmente, por volta das 12h, entram pelo portão principal da instituição, no dia do churrasco, de 30 a 40 pessoas por minuto. Na retaguarda, há pessoas que esta na lida há décadas. É o caso de Ricieri Trevisan, Cid Pimentel, Angelina Tomazi, Sérgio Úngaro, Benjamin Domingues, Célio Losnak, Jandira Marques, além de Silvio Oliveira.

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