Regional

Mortes sem solução intrigam a região

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

A morte é sempre uma violência para a sociedade, especialmente se ela for fruto de um crime. Alguns casos, normalmente os mais trágicos e não-solucionados, acabam intrigando a população, especialmente de cidades menores, onde todos se conhecem.

Na lista dos casos não-resolvidos na região de Bauru figuramo caso de Natália Cristina dos Santos, em Pirajuí (58 quilômetros a noroeste de Bauru), o envenenamento de três mulheres em Garça (70 quilômetros a noroeste de Bauru), o triplo homicídio de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) e o desaparecimento de José Carlos dos Santos, em Agudos (13 quilômetros de Bauru).

Em Pirajuí, a população ainda se pergunra o que houve com Natália dos Santos, uma jovem de 19 anos brutalmente assassinada em maio de 2004.

A morte já foi investigada pela Polícia Civil da cidade por duas vezes e nenhum fato novo foi encontrado. O Ministério Público de Pirajuí entrou no caso, mas ainda não tem uma resposta.

O caso Natália foi enviado para o Departamento de Homicídios da Polícia Civil de São Paulo (DHPP) no ano passado. O DHPP, porém, não dá informações sobre os casos em andamento.

Já em Botucatu, a Polícia Civil trabalha para chegar ao autor do triplo homicídio que abalou a cidade no feriado de 1 de maio deste ano. Uma pessoa matou a marretadas a médica Jane Amanda Robin Jerônimo, 28 anos, e os pais dela, Salvadora Robin Prado Jerônimo, 70 anos, e João Jerônimo, 77 anos.

Embora o caso não tenha sido solucionado, o único suspeito, Wellington Gomes da Conceição, ex-marido da médica, continua preso. Ele cunpre prisão preventiva.

O delegado que trabalha no caso, Celso Olindo, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), órgão da Polícia Civil, diz que o Instituto de Criminalística (IC) de São Paulo encontrou sangue no sapato e no Astra do suspeito. “O próximo passo é fazer a comparação genética para provar que aquele sangue é de uma das vítimas. Se isso se confirmar, o caso fica esclarecido”, explica o delegado.

Olindo afirma que a comparação será feita pelo IC. “Estamos aguardando o resultado. Se a prova se positivar, o suspeito será indiciado pelo triplo homicídio”, emenda o delegado.

Em Agudos, um desaparecimento ocorrido em novembro de 2007 ainda intriga. José Carlos dos Santos desapareceu e, posteriormente, suspeitou-se que ele teria sido vítima de homicídio. De acordo com denúncias,Santos teria sido embriagado, espancado e jogado ainda com vida no forno de uma carvoaria.Para agosto, estão previstos os depoimentos de algumas testemunhas.

Em Garça, a polícia investiga a morte de duas mulheres e a tentativa de homicídio de mais uma, por envenenamento. Em janeiro deste ano, três mulheres ingeriram café, no local de trabalho. Logo depois, Nilsa Quintanilha e Luciana Santos passaram mal e morreram. Marilena da Silva ficou internada, mas sobreviveu. O suspeito, Adriano Galeriani, chegou a ser preso por 19 dias, mas foi liberado O caso está sob segredo de Justiça e ainda não está esclarecido.

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Casos em investigação

Caso Natália - O crime ocorreu em maio de 2004. O corpo de Natália dos Santos foi encontrado desfigurado, em Pirajuí. Laudo pericial revelou que a morte aconteceu por asfixia mecânica, estrangulamento e espancamento. Ela tinha lesões nas costas e o peito havia sido destruído pelas rodas de um carro.

Caso família Jerônimo - A médica Jane Amanda Robin Jerônimo, os pais dela, Salvadora e João Jerônimo foram mortos a marretadas em maio deste ano, em Botucatu. Wellington da Conceição, ex-marido da médica, é o principal suspeito.

Envenenamento em Garça - Em janeiro deste ano, três mulheres ingeriram café, no local de trabalho. Logo depois, Nilsa Quintanilha e Luciana Santos passaram mal e morreram. Marilena da Silva ficou internada, mas sobreviveu. O suspeito, Adriano Galeriani, chegou a ser preso por 19 dias, mas foi liberado O caso está sob segredo de Justiça.

Desaparecimento de Santos - José Carlos dos Santos desapareceu em novembro de 2007, em Agudos. A polícia trabalha com a hipótese de assassinato, mas ainda investiga denúncias

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