Tribuna do Leitor

Educação e informação geram mais saúde


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Visitando os bairros mais carentes de Bauru, podemos observar a falta de conscientização da população local com a sua própria saúde. Tem lixo jogado em lugares impróprios, criação de animais sem a mínima condição de higiene, onde, provavelmente, são as fontes de doenças como a dengue e leishmaniose. É preciso que se faça um trabalho junto a essa parte da população, despertando-a para o perigo e levando informações de forma permanente. Ações pedagógicas de educação sanitária são necessárias para propiciar a todos da comunidade o mais alto grau de saúde, bem como permitir melhor qualidade de vida. Desenvolvendo nas pessoas a consciência crítica das causas reais dos seus problemas, criando um sentimento para que possam atuar no sentido de mudança.

A educação é um instrumento de transformação social, não só a educação formal, mas toda ação educativa que propicie a reformulação de hábitos, criando novos valores. Todos nós temos a obrigação de fazer alguma coisa que contribua com essas mudanças, sendo as administrações Estadual e Municipal as principais articuladoras dessas ações.

A dificuldade de assimilação pelos munícipes é normal. São pessoas com diferentes características sócio-econômicas, a maioria não tem facilidade de acesso aos serviços de transporte, saúde, educação, saneamento básico, emprego, condições de moradia, alimentação, dentre outros parâmetros de condições sócio-econômicas. Se compreendemos que saúde não é simplesmente a ausência de doença, então não podemos continuar realizando práticas educativas obsoletas. Faz-se necessário um saber mais sistematizado sobre educação em saúde, vislumbrando práticas que incluam o cidadão(ã) no processo de mudança social. Não bastam as informações, é preciso compreender a comunidade como unidade, criando, no coletivo, propostas capazes de atingir cada um dos seus segmentos, segundo suas naturezas e carências.

Nildo Matos de Araújo - RG 11.963.052

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