Política

Prefeitáveis defendem regras eleitorais

Alcir Zago
| Tempo de leitura: 2 min

A restrição da propaganda eleitoral é considerada bem-vinda por todos os candidatos a prefeito de Bauru. Apenas Rodrigo Agostinho (PMDB) observa fatores positivos e negativos no rol de regras para a divulgação de propostas e idéias junto ao eleitorado.

De acordo com a legislação, desde o dia 6 de julho os partidos ou coligações podem realizar comícios, usar carro de som e fazer propaganda paga em jornal ou revista (limitado a 1/8 por página para o formato standard e 1/4 para tablóide). Por outro lado, estão proibidos showmícios e distribuição de bonés, brindes e camisetas.

Especificamente quanto a Bauru, lei municipal aprovada pela Câmara Municipal e promulgada pela presidência do Legislativo proibiu a pintura de muros por propaganda político-partidária. Mas o Executivo ainda avalia se vai ingressar ou não com ação direta de inconstitucionalidade em relação à medida. A administração entende que a legislação eleitoral permite esse tipo de propaganda, por particulares em suas propriedades.

Cinco dos candidatos a prefeito apontam aspectos positivos nas restrições impostas pelo Tribunal Superior Eleitoral. Clodoaldo Gazzetta (PV), José Leme (PHS), Márcia Camargo (PSOL) e Rosa Izzo (PDT) têm a mesma opinião. Segundo eles, a proibição de práticas como showmícios e distribuição de camisetas e brindes serve como fator nivelador da campanha. “A restrição faz com que o poderio econômico não influencie tanto no processo eleitoral e, assim, todos podem falar ao eleitor de forma igualitária”, aponta Gazzetta.

Leme acrescenta que a proibição de algumas práticas representa menos poluição visual. Já Márcia diz que Justiça Eleitoral age corretamente em exigir transparência dos candidatos e das pessoas física e jurídica que fazem doações.

Na opinião de Caio e Rosa, a restrição da campanha leva a uma maior aproximação com o eleitor. “A proibição é positiva porque favorece a mobilização política, os discursos e a discussão das propostas de governo de forma mais direta”, comenta o tucano.

Para Rodrigo, a mudança na forma de fazer a propaganda é positiva porque inibe gastos excessivos, mas dificulta o trabalho de quem está iniciando na política e ainda não é conhecido do eleitor.

Passadas duas semanas do início da propaganda eleitoral, a campanha ainda não esquentou. Os candidatos têm optado por reuniões internas e corpo-a-corpo com a população. Basta comparecer às feiras livres aos finais de semana para conferir. Além disso, a Justiça Eleitoral está finalizando o processo de deferimento ou não do registro de candidaturas.

Mas o quadro começará a mudar. Gazzetta, por exemplo, conta que a partir de amanhã o partido vai iniciar a distribuição do plano de governo à população. Também neste domingo Márcia Camargo iniciará as gravações para o programa eleitoral na TV. A propaganda no rádio e na TV vai ao ar de 19 de agosto a 2 de outubro.

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