Embora a umidade do ar tenha melhorado ontem, a previsão é de que volte a cair no final de semana, quando a temperatura oscilará bastante, característica do inverno local. Em alguns momentos, os termômetros devem registrar entre 27 e 28 graus. Na madrugada, no entanto, chegará à casa dos 9 graus. Dia ou noite, o céu estará limpo.
“Haverá predomínio de sol, com temperaturas máximas elevadas e mínimas baixas. O tempo volta a ficar seco, provavelmente a umidade do ar será inferior a 30%”, informa Mateus da Silva Teixeira, meteorologista do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
Ontem, a menor umidade do ar foi registrada pelo instituto às 14h30 e estava em 42%. À noite, subiu a 76%. “Embora não tenha chovido, o clima melhorou por causa da frente fria que está passando. Ela está mais deslocada para o oceano. Isso favoreceu o aumento da umidade relativa e deslocou essa nebulosidade toda. Só que não foi suficiente para gerar chuva”, comenta Teixeira.
De acordo com ele, quando a frente fria chega numa região, ela empurra o ar quente para cima, situação que resulta em nuvens. Mas como a umidade estava baixa e a intensidade da frente fria na região não foi grande, as chuvas permaneceram apenas no plano das expectativas. Ainda assim, o clima melhorou, pelo menos provisoriamente.
Hoje ainda o céu ficará parcialmente nublado. Depois, o “destino será seco” e, mais uma vez, as variações trarão a Bauru uma prévia do clima desértico. Há 30 dias não chove na cidade, que registra estiagem total neste mês, transformado no julho mais árido desde 2000, conforme o JC divulgou.
Na escola
Para evitar problemas, a Secretaria de Estado da Educação orientará professores de educação física a reduzirem o esforço de alunos na volta do recesso, por conta da baixa umidade relativa do ar. A partir da próxima segunda-feira, os alunos da rede estadual voltam às aulas. Se o tempo continuar seco como o previsto, os estudantes terão aulas diferenciadas nas quadras ou serão ensinados dentro de sala de aula.
A recomendação é para os professores de educação física utilizarem locais cobertos, como ginásios, pátios e jardins. Também para deixarem as atividades que exijam mais esforços para quando a umidade estiver mais alta. O objetivo é poupar os alunos de qualquer problema de saúde oriundo de atividades neste período, informa a assessoria de imprensa da pasta.
Podem ser desenvolvidas em sala de aula questões como fisiologia, história e regras dos diversos esportes e jogos de classe, trabalhando, assim, a agilidade e a coordenação motora. A orientação, porém, não proíbe que os alunos façam atividades ao ar livre. O professor pode continuar a usar as quadras, mas com mais intervalos para os alunos tomarem água, com mais paradas e trabalhando sempre a respiração.