Ahmedabad - Uma série de explosões ao longo de 20 minutos atingiu movimentadas áreas da cidade de Ahmedabad, capital do Estado indiano de Gujarat (oeste) na noite de ontem, deixando ao menos 15 mortos e ferindo dezenas de pessoas.
As explosões ocorreram em oito áreas da cidade, entre elas um popular mercado de diamantes. Uma delas atingiu um ônibus. Autoridades indianas falavam em até 17 diferentes detonações.
Na véspera, a cidade de Bangalore, no Estado de Karnataka (sudoeste) fora alvo de explosões múltiplas - lá, duas pessoas morreram.
Algumas das bombas em Ahmedabad foram colocadas em bicicletas e detonadas à distância, como ocorreu em maio em Jaipur, quando 65 pessoas morreram em incidentes semelhantes.
Canais de TV indianos disseram ter recebido um e-mail em que a organização Mujahideen Indianos assume a responsabilidade pelos atentados.
“É lamentável. Estamos surpresos que, apesar das fortes medidas de segurança tomadas depois dos atentados de hoje (ontem) em Bangalore, tenham ocorrido essas explosões em Ahmedabad”, disse o vice-ministro do Interior, Shakeel Ahmed. “Parece que há uma falta de coordenação entre os serviços de inteligência federais e os agentes locais de polícia.”
Tensão religiosa
Outro membro do gabinete indiano, Prithviraj Chavan, disse que as explosões são obra de pessoas que “querem criar divisão entre as comunidades do país”. O ministro do Interior, Shivraj Patil, disse que “elementos antinacionalistas estão tentando criar pânico entre as pessoas do nosso país”.
Ambos os Estados atingidos pelos atentados são governados pelo partido nacionalista hindu Bhararatiya Janata.
Ahmedabad é um dos principais palcos de rivalidade entre a maioria hindu e a minoria muçulmana na Índia. Em 2002, enfrentamentos entre os dois grupos levaram à morte de mais de mil pessoas na região.
Nos últimos anos, atentados com bombas têm se tornado freqüentes na Índia, atingindo meios de transporte e templos religiosos. O governo indiano suspeita que militantes islâmicos do Paquistão e de Bangladesh estejam por trás da série de ataques. Ontem, a presidente Pratibha Patil e o primeiro-ministro Manmohan Singh condenaram os atentados e pediram que a população mantivesse a calma.