Bairros

Rede do bem arrecada R$ 500 mil

Wagner Carvalho
| Tempo de leitura: 4 min

Mesmo sendo tão poucos eles realizam muito. Juntos, Lions e Rotary em Bauru possuem em torno de 300 integrantes. Mas esse grupo de pessoas, que representa pouco menos de 1% da população da cidade, hoje estimada em torno de 340 mil pessoas, arrecada meio milhão de reais por ano com festas e eventos beneméritas.

A renda obtida por essa ‘rede do bem’ auxilia dezenas de entidades sociais em Bauru, entre elas muitas administradas e até mesmo mantidas graças ao trabalho voluntário de leões e domadoras do Lions e dos mais de 150 rotarianos.

Esse benefício começa quando você é convidado a participar de almoço, jantar ou de uma festa realizada por essas entidades. Ao ir ao evento, indiretamente está colaborando com uma entidade ou com alguém que se encontra em dificuldade.

Os integrantes do Lions e Rotary vendem convites para feijoada, pastelada, bacalhoada, camisetas e realizam shows beneficentes para manter o atendimento as entidades e comunidades assistidas. Até mesmo aquele espeto de carne que você compra em festas por aí tem o dinheiro arrecadado revertido para ações solidárias.

Mas além de realizar eventos com intenção de levantar fundos para as atividades beneficentes, as entidades também desenvolvem projetos educativos. A Legião Mirim Feminina de Bauru, por exemplo, foi criada através de uma parceria firmada entre o Lions Sul e Norte. Até hoje a entidade é mantida e administrada pelos dois clubes, que se revezam na administração.

Mas não é só isso, idosos recuperam o prazer de enxergar por meio de cirurgias de cataratas patrocinado pelos Lions Internacional. O projeto “Vendo e aprendendo”, desenvolvido pelo clube Lions Sul, proporciona às crianças carentes de escolas municipais que estudam entre a 1ª e a 4ª série de passar por consulta oftalmológica e ganhar um óculos.

De acordo com Coaracy Antônio Domingues, que comanda o Lions Clube Falcão até junho de 2009, a intenção é mobilizar a sociedade. “Em todas as festas organizadas, os companheiros vão em busca tanto dos produtos para serem comercializadas quanto da mão-de-obra necessária para preparar os pratos”, conta. Recentemente o clube organizou uma feijoada com cerca de 400 convites vendidos.

Associações, creches, escolas e lar dos idosos também recebem de alguma forma ajuda dessas entidades. O Rotary Internacional financiou no último ano em Bauru sete projetos, a maioria na área de educação, que juntos somaram cerca de R$ 230 mil.

A Legião Mirim, Sorri, Associação Bauruense de Combate Câncer (ABCC) e Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) foram algumas da entidades beneficiadas com os projetos aprovados.

A Apae ganhou uma piscina terapêutica no valor de R$ 46 mil que está sendo construída na entidade. Na Sorri, está em fase implementação oficina para equipamento ortopédicos, uma fábrica de andadores reversos - com verba de quase R$ 40 mil. No Parque das Nações também está sendo concluído um centro de lazer, com pista de atletismo, campo de futebol, bosque e área de lazer. A verba destinada para essa obra foi de aproximadamente R$ 25 mil.

De acordo com Alonso Campoi Padilha Junior, ex-governador do Distrito a qual os clubes de Bauru estão ligados, outros projetos voltados para entidades de Bauru deverão ser aprovados ainda neste ano. “Já algum tempo estamos trabalhando para que os nossos clubes deixem de freqüentar as páginas sociais dos jornais para passar a figurar nas páginas de serviço”, enfatiza Padilha.

O tamanho da solidariedade voluntária em Bauru com certeza é maior. A Maçonaria em Bauru, por exemplo, é uma desses entidades que também realiza trabalho social e voluntário, porém prefere manter suas ações no anonimato, conforme explica Márcio Landim, presidente da Associação dos Maçons de Bauru e Região (Assoma). “Os dirigentes das lojas foram consultados sobre os projetos e optaram por não divulgar os atos benemerentes realizados por cada um para manter a filosofia da instituição”, explica.

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Maçons

A Maçonaria é uma instituição filosófica, filantrópica, educativa e progressista. De acordo com o site da Associação dos Maçons de Bauru e Região (Assoma), a filosofia da instituição apregoa que suas arrecadações e seus recursos se destinam ao bem-estar do gênero humano, sem distinção de nacionalidade, sexo, religião ou raça. Só em Bauru são 15 lojas, com milhares de maçons entre seus membros, que em geral preferem o anonimato.

Pregando o combate a ignorância, superstição, fanatismo, orgulho, intemperança, vício, discórdia, dominação e os privilégios, a instituição deixa claro que não é nem pretende ser tratada como uma religião e que para ser maçon a pessoa não precisa renunciar à sua religião de origem.

De acordo com Márcio Landim, presidente da Associação dos Maçons de Bauru e Região (Assoma), a exemplo dos clubes Lions e Rotary a Maçonaria também participa e organiza eventos para levantar fundos e repassar as entidades assistenciais. Landim citou a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Bauru, que recebe contribuições das lojas em atuação no municípío de forma freqüente.

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