O mundo político se agita com as proximidades das eleições, enquanto a maioria das pessoas mantêm a sua rotina inalterada. As candidaturas vão se definindo, alianças são seladas, equipes de marketing trabalham a todo vapor. É nesse cenário caótico de pré-campanha e quase sempre de última hora que nasceM os projetos de governo. Há quem reclame dos que se propõem a governar nossa cidade por tamanho desleixo. Mas, por mais irritante que a pergunta possa soar: “Quem se importa com plano de governo? Quantos são os que votam em projetos e idéias?”
As pessoas não se sentem representadas pelos políticos e, desencantadas, deixam de prestar atenção em política. Com um agravamento: a mania de querer levar vantagem em tudo, enraizada na cultura brasileira. Não seria leviandade dizer que não são poucos os que votam movidos por algum interesse. Há quem troque o voto por uma vantagem imediata, como dinheiro, material de construção e tantas outras coisas. Mas há os que fazem de forma mais sutil. Querem ter um amigo ou conhecido no poder, alguém que vá arranjar um emprego ou mesmo fazer aquele favor quando for necessário. É claro que um erro não justifica o outro. A falta de critério de uma parcela significativa do eleitorado bauruense não exime de culpa aqueles que se lançam a uma disputa sem um projeto para a cidade.
Nada justifica que uma maioria dispute uma eleição visando tão somente se manter no poder. Mas não dá para ignorar que é difícil saber se o político profissional que se move pelo desejo de poder, existe porque há eleitores que só querem tirar vantagem, ou se esses eleitores são conseqüências de um sistema político corrompido. Só não da para ter duvida de uma coisa: a corda arrebenta é do lado mais fraco. O eleitor que troca seu voto por uma ninharia, ou pela expectativa de tirar alguma vantagem de seu candidato, vai pagar muito caro por seu voto, recebendo em troca péssimos serviços públicos.
A exemplo do atual administração da nossa cidade, esse eleitor vai ter que esperar horas para ser atendido em hospitais públicos, vai ter seus filhos estudando em escola sem qualidade, ou vai ter que perder a sua vida ou danificar o seu veiculo nas ruas esburacadas, sem se dar conta que deu corda para o seu algoz enforcá-lo.
Joaquim Costa - Joaquinzinho - “o amigo da criança” - ex-candidato a prefeito em 1998