Tribuna do Leitor

Coando mosquitos, engolindo camelos...


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A saúde do Brasileiro está se esvaindo pelo ralo e só quem paga muito bem tem saúde. Até quando? Os tempos mudaram, e como, para melhor, mas não para a questão da saúde. Antigamente os médicos se deslocavam até a casa do paciente, o chamado médico da família. Com progresso, com tecnologia de ponta e grandes avanços na medicina, em contrapartida não é mais possível o médico ir até a casa do paciente. Não há mais tempo pra se fazer nada, a vida está corrida, o dia é curto para tantos compromissos, os problemas e as dificuldades do dia-a-dia são imensuráveis. Os planos de saúde são desproporcionais com os planos econômicos para com os salários dos simples mortais. Segundo a nossa Constituição Federal, os direitos sociais estão no art. 6.º, IV, o que, com certeza, os nossos legisladores tem.

A saúde virou uma “mercadoria” lucrativa para engordar as contas de grandes empresas, e cada vez mais precisamos de pessoas sem saúde, pois quem não pode pagar pode morrer nos corredores dos postos e hospitais. Os que, com muita sorte e ajuda divina, resistirem, serão atendidos, e o que acontece é que se escolhe quem vai viver. Essa é a dura realidade do povo brasileiro. Quando não se tem a sorte ainda de encontrar um “Kassab” pela frente e ser desrespeitado e humilhado de uma forma que não é comum de uma pessoa tão proba e escorreita, quando para falar com o digníssimo é preciso marcar hora para ter um minutinho de sua atenção. Cediço de que o povo brasileiro é de uma paciência ímpar, de boas intenções, prestativo, tem prazer em ajudar, ser solidário. Campanhas são anunciadas de todos os tipos, mas ao mesmo tempo não se tem estrutura para gerir a prontidão dos doadores aos pedidos da saúde, não há espaço físico, vontade política (onde dá voto lá eles estão) que é o mais importante.

Como o (SUS) vai disponibilizar verbas para uma operação de mudança de sexo? Pessoas com varizes, que muitas vezes são diagnosticadas como estética, que deveriam ser atendidas pelo SUS, não o são, e tantas outras enfermidades com dores e sofrimentos terríveis, a laqueadura, por exemplo, que na maioria das vezes é recusada porque a mãe de vários filhos tem somente 20 e poucos anos, vasectomia em pessoas menos abastadas, hoje tem que ser pago em médicos particulares, qual a prioridade? Medicamentos que não se encontram nos postos, e muitos têm que entrar com ações na Justiça para poder recebê-los. Os cartões corporativos tão famosos na mão de nossos “políticos” deveriam estar nas mãos do SUS, dos hospitais, com certeza diretores de hospitais tirariam a saúde da UTI, com cartões sem limites de gastos.

Os saques em dinheiro como a principal forma de utilização do chamado cartão de pagamento do Governo Federal (CPGF) contrariam o decreto assinado pelo presidente Lula no final de 2005. Trata-se do Decreto 5.635, de 26 de dezembro de 2005, publicado no Diário Oficial da União. Autorizados desde 1995, os cartões corporativos do governo federal foram instituídos em 2001, ainda na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e entraram em funcionamento no primeiro ano da administração Lula. O objetivo era dar mais transparência e eficiência aos gastos em substituição às contas “tipo B”, pelas quais o servidor recebia dinheiro e depois comprovava os gastos.

O objetivo é que os cartões fossem usados para gastos emergenciais e essenciais. Desde a utilização do cartão, no entanto, tem se verificado desvio de funções nesse uso. Denúncias de irregularidades no uso dos cartões derrubariam a então ministra da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, que pediu demissão no dia 1º de fevereiro. As despesas da ministra somaram R$ 171 mil em 2007. Além do pagamento de uma conta em um free shop no valor de R$ 464,16 no cartão de Matilde, foram registrados gastos superiores a R$ 110 mil com aluguel de carros e mais de R$ 5.000 em restaurantes. Após a divulgação de outras denúncias envolvendo o alto escalão do governo, o Ministério Público Federal (MPF) abriu investigação sobre gastos de pelo menos outros dois ministros: Altemir Gregolin (Pesca) e Orlando Silva (Esportes); além de outros funcionários federais. Em 2007 o governo gastou R$ 108 milhões com cartões. Como mostrou o jornal Folha de S. Paulo, os dois seguranças de Lurian Cordeiro Lula da Silva, filha do presidente Lula, gastaram juntos, entre 2006 e 2007, cerca de R$ 92 mil com cartão corporativo. Entre os itens da lista de compras realizadas pelos seguranças estão autopeças, combustível, materiais de construção, além de gastos em supermercados, livraria e em uma casa de venda de munição, material esportivo, a “Lamar esportes”. Diariamente temos notícias do descaso com a saúde.

Quem será beneficiado por este disparate (todo cidadão tem o livre arbítrio, mais quantos vão morrer com o descaso) de cirurgia de mudança de sexo? E se a moda pegar? Quais critérios serão usados para avaliar a necessidade? Quanto custará (R$ 20 mil) para os cofres públicos? Se o governo não paga por uma estrutura decente para socorrer o necessitado? Quantas mortes por uma doença que de certo modo pode parecer até simples, a dengue, estão ocorrendo no Rio porque os hospitais estão no caos? Ora, quem quer mudar de sexo, que pague pela estética, ou não é mais estética? Eu não quero pagar pra ver. Será que este dinheiro será tirado do retorno da CPMF tão desejado? Claro, será com Contribuição Social para a Saúde - CSS, outro pseudônimo!!O Brasil está mostrando a sua cara!!

André Luiz Bueno - estudante de direito

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