Regional

Reginópolis vive nova crise política

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

Reginópolis - Certamente, este ano não sairá da lembrança de quem acompanha e vive a política de Reginópolis (70 quilômetros de Bauru). Os adversários políticos do atual prefeito Adécio Guandalin (PTB) aguardam para amanhã sua cassação pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por infidelidade partidária. Ele trocou o PPS pelo PTB.

A ação de perda de mandato foi apresentada pelo PPS de Reginópolis com base na resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que definiu as regras sobre a fidelidade partidária. Pelas regras do TSE, estão sujeitos à perda de mandato os políticos que trocaram de legenda após 27 de março nos cargos proporcionais - deputados estaduais, deputados federais e vereadores - ou 16 de outubro nos cargos majoritários - prefeitos, governadores, senadores e presidente da República.

Demonstrando preocupação com seu destino político, ontem Guandalin preferiu se pronunciar somente após a decisão do TRE.

Ele é candidato a prefeito pelo PTB nas eleições de 5 de outubro. Caso o Tribunal defina pela perda do mandato, quem assume a prefeitura é o atual presidente da Câmara Municipal, vereador Luís Eduardo Mazoca. Uma fonte consultada avaliou que, se cassado, Guandalin perderia as duas filiações (PPS e PTB) e não poderia se candidatar a prefeito.

Se confirmada a cassação, Mazoca seguirá o mesmo caminho que levou Guandalin ao comando do Executivo municipal. O então prefeito Claudemiro Undiciatti e seu vice, Marco Antônio Martins Bastos, foram cassados em março do ano passado pelo TRE. O Tribunal acolheu ação de impugnação de mandato proposta pela segunda colocada nas eleições de 2004, Carolina Araújo de Sousa (PMDB).

Guandalin assumiu a prefeitura e sobreviveu no cargo mesmo com a determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decisão proferida em 22 de abril deste ano, para que se realize nova eleição para prefeito e vice, mas de forma indireta. Os nove vereadores é que escolherão o novo ocupante do Executivo. Para complicar ainda mais o ambiente político da cidade, até o momento, a nova eleição não foi realizada. Pela demora, algumas pessoas acreditam que o novo pleito não ocorra.

Enquanto, isso a campanha para eleger o prefeito, vice e vereadores para um novo mandato (2009-2012) já está nas ruas.

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