A suspensão da greve da Polícia Civil foi decidida após reunião de conciliação no TRT-SP da 2ª Região, realizada no início da tarde de ontem. O fim temporário da paralisação constava dentre os itens da proposta formulada pelo tribunal. Durante o encontro entre representantes do governo e da Polícia Civil na Justiça do Trabalho, também ficou acordado que, na próxima quarta-feira, acontecerá uma outra reunião em que será apresentada uma nova pauta de reivindicações por parte dos policiais.
Caso não entrem em acordo, a paralisação deve voltar, informam as entidades de classe. A Justiça também determinou que nenhum profissional envolvido na greve seja punido pelo governo. Estabeleceu ainda que até amanhã será formada uma comissão, entre representantes do governo e membros de cada uma das categorias, para deliberar assuntos de interesse coletivo. Serão formalizadas pautas de reivindicações partindo das mais urgentes até as que demandem maior tempo para apreciação.
De acordo com o comando da greve, que conta com 19 entidades (entre sindicatos e outras representações de delegados, investigadores e escrivães), 90% das cidades do Estado aderiram à paralisação. Já a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública informou que todos os serviços foram mantidos. Segundo a pasta, informações prestadas pelas chefias apontam que a adesão foi pequena, mas não aponta quantos de fato cruzaram os braços.
O comando da greve afirmou que apenas foram feitos os registros de boletins de ocorrência em casos de prisões em flagrante, captura de procurados, homicídios e remoção de cadáveres.