Jaú - Na Delegacia Seccional de Jaú (47 quilômetros de Bauru), a população carcerária feminina aumentou muito na época em que a delegacia mantinha mais presos masculinos. Isso porque, em quase todas as revistas pessoais das visitas de presos, era detida uma mulher, explica o delegado titular do cargo, Antônio Carlos Piccino Filho. “Elas tentavam entrar na visita portando droga para o companheiro ou marido. Eram presas e ficavam na nossa região.”
A transferência dos presos masculinos para presídios estaduais, a partir do final do ano passado, minimizou a situação, conta Piccino.
“Na época em que as cadeias de Igaraçu do Tietê e Barra Bonita estavam lotadas de presos homens, a prisão de mulheres era mais constante. Quando eles foram transferidos para o CDP de Bauru e para o CR de Jaú diminuiu o número de prisões de mulheres.”
Na opinião dele, as mulheres passam mais tempo nas prisões porque a maioria é autuada e condenada por tráfico. “É um crime grave e, como elas ficam em cadeias, acabam ficando bastante tempo presa.”
Na Seccional, de acordo com ele, há duas cadeias femininas. “Em Dois Córregos e Bariri. Era só Dois Córregos, mas a população carcerária feminina cresceu e transformamos a Cadeia de Bariri, que era masculina, em feminina. Na última segunda-feira, estávamos com 25 mulheres em Bariri (capacidade 24) e 36 em Dois Córregos (para 30 presas).
Na região de Jaú, são 61 presas contra apenas 18 homens. “A Cadeia de Barra Bonita ficou uma cadeia de trânsito. Não tem mais quase visitae e diminuiu o número de prisão de mulheres.”
Piccino diz que a transferência de presas para as unidades estaduais é difícil. “Temos dificuldade em conseguir vagas para as transferências. Quando sai, tem vaga para Ribeirão Preto, Araraquara e Campinas. Não temos um local certo para transferir as mulheres como temos com os homens.”