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Trajeto quarto-banheiro é o mais arriscado para idosos

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

O Brasil tem cerca de 13 milhões de pessoas com mais de 60 anos. Segundo o Sistema Único de Saúde (SUS), um terço dos atendimentos hospitalares que envolvem lesões traumáticas têm os idosos como vítimas.

Aproximadamente 75% dessas lesões acontecem nas casas dos pacientes, em tombos que poderiam ser evitados em um ambiente mais favorável. Desses tombos, 34% resultam em algum tipo de fratura.

O trajeto quarto-banheiro, principalmente à noite, é o que representa maior risco. Cerca de 46% das fraturas são provocadas em acidentes nesse percurso. As estatísticas estão no site Casa Segura, dedicado a orientar ações para a vida dentro da residência ter o menor risco possível, especialmente para os idosos.

Afinal de contas, a recuperação física nessa fase da vida é mais difícil do que na juventude. O fato de permanecerem muito tempo deitados deixa os idosos propensos a desenvolver doenças pulmonares e problemas nas articulações, entre outros, provocados pela falta de exercício regular.

O tenente do Corpo de Bombeiros Cláudio Ribeiro da Silva, 39 anos, alerta que em caso de queda, não se deve mexer nos idosos. A ordem é chamar os bombeiros, que o socorro, segundo o tenente, será rápido. Caso a vítima comece a sentir frio, ao invés de levá-lo para cima de um tapete ou colocá-lo no sofá ou na cama, o ideal é cobri-lo com um cobertor no local onde está caída.

Os traumas mais comuns entre os idosos, segundo Silva, são as fraturas do fêmur e da pélvis. As medidas para tornar a casa mais segura para esse público passam pela colocação de piso que não seja escorregadio, tapetes antiderrapantes - ou, se possível, evitar tapetes - e a instalação de apoios nos banheiros.

O sargento Vinícius José Silva, 39 anos, também do Corpo de Bombeiro, lembra uma ocasião em que uma senhora passou à noite, sentada no vaso sanitário. Ela sofria de artrose, os joelhos travaram e não conseguia se levantar. Como não havia apoio no banheiro, ela só pôde sair de cima do vaso quando a neta foi visitá-la na manhã do dia seguinte.

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