São Paulo - Os suspeitos pelo roubo das quatro obras da Estação Pinacoteca, na Luz, região central de São Paulo, em junho passado, abandonaram nas margens da rodovia Raposo Tavares a última obra a ser encontrada, a gravura “Minotauro, Bebedor e Mulheres”, do espanhol Pablo Picasso.
De acordo com o diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), Aldo Galiano Júnior, em investigações sobre o roubo realizadas na favela Paraisópolis (zona sul), os policiais distribuíram telefones para que a população denunciasse pistas sobre o caso.
No final da tarde de sexta-feira, a polícia recebeu um telefonema indicando onde a obra seria deixada no quilômetro 13 da Raposo Tavares. Os policiais encontraram a gravura embrulhada em papel, no meio de um matagal, próximo a uma passarela.
A direção da Estação Pinacoteca foi comunicada somente ontem pela Polícia Civil. Segundo Galiano Júnior, o diretor da Pinacoteca do Estado, Marcelo Araújo, atestou que a obra é a que foi levada do museu e que está em bom estado de conservação.
Crime
O roubo na Estação Pinacoteca aconteceu no dia 12 de junho. Três suspeitos armados entraram no local e, em menos de dez minutos, renderam uma atendente, desaparafusaram as gravuras que estavam na parede, pegaram as demais telas e fugiram.
As outras obras roubadas e já recuperadas eram “Mulheres na Janela”, de Di Cavalcanti, e “O Casal”, de Lasar Segall, que estavam localizadas em uma casa em Guaianases, zona leste de São Paulo, no dia 6 de julho. No mesmo mês, julho, outra gravura de Pablo Picasso - “O Pintor e Seu Modelo” - foi recuperada em um prédio de Itaquera, também na zona leste.
As quatro obras, que pertencem à Fundação José e Paulina Nemirovsky e estavam no 2.º andar do prédio, estão avaliadas em R$ 1 milhão, segundo estimativa da Secretaria Estadual da Cultura.