Regional

Cabos eleitorais denunciam coligação

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Botucatu - Três cabos eleitorais da “Coligação Pra Mudança Continuar”, que tem como candidato o atual vice-prefeito de Botucatu (100 quilômetros de Bauru), Valdemar Pereira de Pinho (PT), denunciaram à Polícia Civil estarem recebendo, como parte de pagamento do dia trabalhado, o “passe-saúde”. O benefício é usado exclusivamente no transporte à rede hospitalar.

A reportagem do JC confirmou, por telefone, a existência do boletim de ocorrência (BO) no 1.º Distrito Policial de Botucatu e foi informada de que a denúncia está em fase de apuração. Segundo alguns colaboradores de campanha teriam relatado à polícia, eles recebiam de café da manhã uma marmitex, dois passes de ônibus e R$ 15,00, diariamente. Os passes de ônibus, conforme a denúncia, seriam o “passe-saúde”.

De acordo com a Lei Municipal que criou o “passe-saúde”, a distribuição é feita pela Secretaria de Saúde. Esse passe é adquirido pela prefeitura para distribuir às pessoas que precisam utilizar o transporte coletivo, mas não têm condições financeiras para adquiri-los.

Os cabos eleitorais teriam resolvido denunciar devido a supostas divergências internas. Em nota enviada ao JC, a assessoria de imprensa da “Coligação Pra Mudança Continuar” alega que “a denúncia formulada é totalmente infundada e mostra o desespero dos adversários diante das últimas pesquisas”. “Na verdade, foram entregues vales-transporte aos cabos eleitorais, que estão devidamente contabilizados nas contas da campanha. O que gerou a confusão foi o fato de nos vales que foram comprados constarem a inscrição passe-saúde, portanto, por um problema da empresa que comercializa os passes”, informa a nota.

Conforme o site Entrelinhas, de Botucatu, o gerente da Empresa Auto Ônibus de Botucatu (EAOB), Henri Bento, teria admitido em entrevista a um jornal local que a concessionária de ônibus comercializa em seu guichê, na rodoviária, passes exclusivos da Secretaria de Saúde e que poderiam ter sido comercializado à coligação governista.

Ainda segundo a assessoria da coligação, todos os documentos que comprovariam a aquisição regular dos vales-transporte já teriam sido entregues à Justiça Eleitoral.

A denúncia da suposta comercialização indevida do “passe-saúde” deverá ser investigada pela Justiça e pelo Ministério Público Eleitoral.

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