O município de Jaú (47 quilômetros de Bauru) está se preparando para enfrentar altas temperaturas sem criadouros de mosquito e sem dengue. Para isso, a Secretaria de Saúde convocou 15 agentes de controle de vetores aprovados em concurso público. Os novos agentes irão reforçar as equipes de controle de zoonoses e de agentes comunitários que auxiliam o município no controle do mosquito Aedes aegypti.
No ano passado, a cidade registrou 53 casos de dengue. A doença transmitida pelo Aedes aegypti não teve o mesmo desempenho esse ano, quando a secretaria registrou apenas um caso, e ainda sim, importado.
O índice de breteau, que mede a infestação do mosquito, na cidade está em 1.7, num período considerado de baixa incidência da doença, acima do tolerado pelo Organização Mundial da Saúde (OMS), que preconiza zero e considera o índice de 1 a 2 como tolerável.
O secretário da Saúde da cidade, Lúcio Fiorelli, admite que o índice está acima do tolerado. “Por isso, a preocupação em intensificar as ações de prevenção e bloqueio em pontos considerados de risco, protegendo o município para a época do verão e das chuvas.”
Segundo ele, estão programadas ações como controle de imóveis estratégicos, visita casa a casa, orientação da população. “Os agentes de controle de vetores deverão realizar um trabalho especial com proprietários de imobiliárias, a fim de criar capacitação para remoção de possíveis focos em imóveis fechados.”
A saúde municipal, com o apoio técnico da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen-Bauru) também pretende se reunir com as entidades ligadas ao setor empresarial para promover uma campanha junto aos industriais. “A proposta é concentrar a fiscalização em ferros velhos, borracharias, empresas e locais de grande circulação de pessoas, como hospitais e escolas que oferecem maior risco de proliferação do mosquito”, explica o secretário.
O foco mais importante será mobilizar a população a contribuir com a campanha. “Não existe um plano de combate à dengue eficiente, se não existir o envolvimento da população. Vamos fazer uma verdadeira varredura na cidade, eliminando criadouros e interrompendo ciclos de transmissão. Com a imprescindível ajuda da população, esperamos vencer a batalha contra a doença”, afirma destacando que a principal preocupação do cidadão deve ser de eliminar os objetos que podem facilitar a proliferação do mosquito.
Para o secretário da Saúde Lúcio Fiorelli, essas contratações serão fundamentais para reforçar o combate à dengue nesses meses de inverno e na primavera. “Vamos aproveitar que o mosquito transmissor está fragilizado e atacar com todas as forças para continuar controlando a doença no município”.
Em Botucatu (100 quilômetros de Bauru) em 2007 foram notificados 87 casos. Deste total, 16 foram positivos importados e nove positivos/autoctone e 62 negativos. Este ano foram notificados 72 casos, sendo que um positivou como importado e outro, como autoctone.
“Estamos aguardando o resultado desse caso para poder afirmar com certeza que ele é realmente contraído no município”, afirmou o supervisor do departamento de Saúde Ambiental, José Rinaldo Gasperini. Outros cinco casos registrados este ano aguardam resultado.
O índice de breteau na cidade em julho, o último, apontou 0.24. “Em janeiro era 2.59, março 2.1, maio 1.81.”
____________________
Dicas importantes
O mosquito da dengue deposita seus ovos em locais com água limpa e parada. Não se deve deixar objetos que possam acumular água expostos à chuva. Os recipientes de água devem ser cuidadosamente limpos e tampados. Não adianta apenas trocar a água, pois os ovos do mosquito ficam aderidos às paredes dos recipientes. A seguir, dicas do que deve ser feito, em casa, escolas, creches e no trabalho:
- substituir a água dos vasos das plantas por terra e esvaziar o prato coletor, lavando-o com auxílio de uma escova.
- utilizar água tratada com água sanitária a 2,5% (40 gotas por litro de água) para regar bromélias, duas vezes por semana.
- não deixar acumular água nas calhas do telhado;
- não deixar expostos à chuva pneus velhos ou objetos (latas, garrafas, cacos de vidro) que possam acumular água;
- acondicionar o lixo domiciliar em sacos plásticos fechados ou latões com tampa;
- tampar cuidadosamente caixas dӇgua, filtros, barris, tambores, cisternas etc.