Polícia

Adolescente espancado vai para UTI

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 4 min

Um adolescente de 16 anos foi espancado por outro jovem na noite de anteontem, em frente à escola estadual Major Fraga, no distrito de Tibiriçá. A vítima chegou ao Pronto-Socorro Central (PSC) de Bauru com traumatismo craniano. Grave, o caso não foi o único registrado no plantão policial na sexta-feira. Em outras duas brigas envolvendo estudantes, em locais diferentes, dois garotos e uma menina também sofreram ferimentos, mas leves.

A inconseqüência juvenil foi constatada, na mesma noite, em outras ocorrências. Também foram levados à delegacia três adolescentes acusados de depredar a escola estadual Ayrton Busch, no Parque Jaraguá. Depois de algumas horas, outros dois jovens, de 17 anos e 18 anos, tiveram o mesmo destino após serem flagrados pichando muros próximo ao Parque Vitória Régia. O caso mais sério foi o do estudante de Tibiriçá.

Segundo consta em boletim de ocorrência, ele desceu do coletivo que o levava para a escola, e foi surpreendido pelo infrator - atual namorado de sua ex-namorada. Acompanhado por outros dois jovens, o acusado deu um soco no estudante, que ainda foi alvo de chutes. Mesmo caído ao solo, foi agredido até perder os sentidos, consta no boletim. Quando o autor e seus dois companheiros deixaram o local, o garoto foi socorrido por populares e levado para dentro da escola.

Os pais da vítima foram comunicados e o garoto, filho único, foi socorrido ao PSC. De lá, foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base (HB), onde permanecia internado em estado regular até o fechamento dessa edição. “Ele está consciente, mas não sabemos se passará por cirurgia. Temos de esperar 24h para ver se o coágulo desaparece”, conta a mãe da vítima, chocada com a situação.

De acordo com que testemunhas lhe contaram, o autor das agressões, que moraria em Avaí, não informou as razões que o levaram a tomar tal atitude. Toda a agressão teria sido acompanhada pela moça. “Quando ela e meu filho estavam juntos, era tratada como filha na minha casa”, conta preocupada.

Mais um

Também ficou apreensiva a mãe de outro adolescente agredido anteontem, mas por volta das 12h. Ele saía da escola no Parque Vista Alegre quando foi abordado por um garoto de 17 anos, que o agrediu com socos. “Ele está com a boca inchada. Grave é ter ocorrido perto da escola. O menino que agrediu não estuda lá, foi buscar a namorada”, comenta a mãe da vítima. De acordo com ela, seu filho não revidou. Mas, indignados, outros estudantes da escola partiram para cima do rapaz.

Para ela, a conduta dos pais amenizaria o contexto violento em que o jovens estão inseridos. Em casa, deveriam desestimular o revide, explica. Na semana passada, uma estudante de 12 anos foi empurrada numa escola estadual no Núcleo Nobuji Nagasawa (Bauru 2000), mas não reagiu. A autora da agressão seria uma menina mais velha, conhecida por ser problemática, que há um mês a teria agredido no banheiro da escola. Na época, machucada, a garota faltou dois dias às aulas para se recuperar dos ferimentos, conta a avó.

Os nomes dos adolescentes e de seus responsáveis estão sendo preservados em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e para evitar constrangimentos às vítimas e seus familiares.

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Meninas

Nem meninas foram poupadas da onda de agressões registrada anteontem, em Bauru. No Caic do Nova Esperança, uma garota de 12 anos foi agredida por outras duas. O caso foi registrado no plantão da Polícia Civil como ato infracional por lesão corporal. De acordo com o registro, a vítima foi alvo de chutes, mordidas e puxões de cabelo no horário do intervalo e na saída da escola, sendo que as três estudam na mesma sala.

O caso teria ocorrido no final da tarde. Poucas horas antes, a direção da escola estadual Ayrton Busch também registrava ocorrência, mas em virtude de danos praticados contra a instituição por três alunos, sendo um deles uma menina. A garota de 13 anos, na companhia de um colega da mesma idade e de outro de 14 anos, é acusada de cometer vários atos de vandalismo contra a instituição.

Anteontem, por volta das 14h30, no horário do intervalo, funcionários informaram a diretora que alguns alunos estavam destelhando a escola e jogando as telhas no pátio. Frente à situação, ela ligou para a Base Comunitária de Segurança Noroeste e a guarnição foi acionada. Quando os policiais militares chegaram, encontraram os estudantes acusados em frente à escola.

Na oportunidade, os PMs receberam a informação de que o trio já havia danificado a escola em outra data. Levados ao plantão da Polícia Civil, os responsáveis legais dos estudantes compareceram à delegacia. Mediante assinatura do termo de compromisso, foram liberados.

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