A transformação de ícone de júbilo e orgulho da cidade em ícone de indignação e repúdio da maioria dos cidadãos bauruenses, pelos retoques nefastos de tinta spray, marcou a breve trajetória do “bauruzinho”. Infelizmente, essa escória que manifesta continuamente sua bestialidade manchando monumentos, violentando a beleza arquitetônica, destruindo a auto-estima dos donos de imóveis e principalmente desprezando as autoridades pela certeza da impunidade, continuará agindo enquanto não forem tomadas providências enérgicas para cessar essa afronta à sociedade.
Discordo daqueles que indicam como causa dessa manifestação destrutiva dos pichadores a falta de opções de lazer ou perspectivas e frontalmente da política de “passar a mão na cabeça” de jovens debochados, que diariamente emporcalham com seus símbolos ofensivos toda a cidade. Esta avaliação equivocada mais uma vez transfere para a sociedade a causa de um problema inerente a falta de valores éticos, morais e educacionais de pessoas sem nenhum apreço a convivência comunitária.
Enquanto medidas sistemáticas e exemplares de repressão, punição e de reparação financeira aos danos, como a bem sucedida experiência realizada pela Polícia Civil de Botucatu, não forem implementadas em Bauru, continuaremos a conviver com a sujeira visual perpetuada e comemorada com escárnio por esse grupo que não pode ser classificado como bárbaro ou vândalo, para não causar uma injustiça histórica!
André Luiz Pinto