Tribuna do Leitor

Loura não combina com trânsito


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Envolvente, chamativa. Traz com si suas lindas mulheres, sinônimas de jovialidade, juventude e de prazer, este que oculta sua face obscura. Ela que se diz trazer momentos maravilhosos, mas que ao mesmo tempo denota graves conseqüências, não só para a saúde de quem a faz companhia, como também para muitos inocentes. Ela, a cerveja, “loura da tentação”, como outras bebidas alcoólicas, vêm sendo as principais causadoras de acidentes nas rodovias.

Isso levou à implantação da lei seca no Brasil, com uma tolerância zero. Lei que enfrenta vários obstáculos para sua permanência. Há um grande sistema de lucratividade por trás de tudo isso. Nas eleições de 2006, por exemplo, as indústrias de cerveja doaram aproximadamente sete milhões à campanha de parlamentares. A própria mídia, que lucra com os comerciais, já patrocinou campanhas políticas. O que protegeu por vários anos o faturamento dessas empresas.

A implantação da lei pode causar crises nas empresas, gerando desempregos e quem sabe um déficit na economia. Por isso tem que haver uma readequação na sociedade, com melhorias nos transportes públicos e até mesmo o surgimento de novas empresas privadas de transporte, que gerariam mais empregos a fim de transportar os indivíduos que consumiram álcool, não comprometendo assim as vendas das empresas etílicas. Já que a principal preocupação do governo é seu lucro e não a saúde pública.

A população brasileira é muito lenta para se empenhar em uma campanha preventiva, por isso se faz mesmo necessário medidas drásticas como a lei seca. Mesmo porque nosso país apresenta 35.000 mortos anualmente, vítimas de acidentes de automóveis, a maioria decorrente do abuso do álcool. E nesse curto espaço de tempo que a lei entrou em vigor, houve uma diminuição significativa nos acidentes.

Paulo Henrique Fróes Filho, estudante

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