Tribuna do Leitor

Psicologia, esporte e alegria


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Estar focado, concentrado, ter equilíbrio emocional, frieza, motivação, vontade, determinação, perseverança, união de equipe, atenção, alegria... ufa! São tantos os sentimentos que acompanham o ser humano no seu dia a dia, que não há como também estarem presentes nos nossos atletas esportivos. Acabo de assistir esta brilhante vitória da seleção feminina de vôlei na final olímpica, e não posso deixar de fazer o registro da participação do trabalho psicológico com estas meninas de ouro, através da psicóloga Sâmia Halage.

Ao longo destas Olimpíadas, tenho percebido vários comentários de azar sobre o que falta no momento de decisão aos nossos atletas ou mesmo sobre o despreparo para avançarmos algumas etapas nestes e em outros jogos esportivos, sendo que ao mesmo tempo raramente presencio alguém lembrar da falta de trabalho psicológico, com psicólogos, para estes atletas. Talvez por algum tipo de preconceito “besta” de que psicólogo serve apenas para pessoas “fracas”, “sem capacidade de resolver os próprios problemas”, ou por vaidade de alguns “profissionais” em não querer “dividir” (sendo que na verdade se soma) espaço numa comissão técnica ou mesmo por pura ignorância sobre este trabalho. Mas vamos falar de coisas boas como a realização de quem não só acredita como também investe no trabalho deste profissional.

E a prova está aí, simbolizada pela conquista destas meninas do nosso vôlei. Não apenas pela medalha de ouro, mas por terem conseguido tirar lições de uma derrota inesquecível em Atenas para as russas, e também por terem buscado forças no seu interior, ânimo, perseverança, dedicação, empenho, vontade e outros tantos itens emocionais que desta vez foram bem trabalhados. É lógico que não quero priorizar apenas o aspecto psicológico no valor desta conquista e sim que, este trabalho, agregado aos demais aspectos físicos, técnicos e táticos, com seus respectivos profissionais, conseguem hoje, montar uma comissão técnica por completo.

Por fim quero ressaltar e acreditar que este trabalho não se limite apenas à busca de pódios ou mesmo às “quatro linhas” de cada modalidade esportiva, mas que sirva à saúde emocional de cada pessoa/atleta, onde, nos momentos difíceis ou em derrotas possam aprender a crescer, com a cabeça erguida e sem mais nenhum medo ou vergonha de não terem conseguido melhores colocações. Parabéns a todos profissionais que acreditam e investem neste trabalho, hoje em especial ao nosso vôlei feminino.

Emerson A. A. Pinheiro

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