Tribuna do Leitor

Dia do Soldado Brasileiro


| Tempo de leitura: 2 min

Em todas as épocas e em todos os tempos ao Exército coube a defesa da honra e da integridade da pátria. Pode-se afirmar ser o Exército a alma mater da nação. Nele se integram o espírito de sacrifício e de heroísmo, de abnegação e renúncia, de ordem e de disciplina. Uma vontade única é a sua lei. E ai do país onde isso não acontece. Só um farol lhe indica o caminho: a Constituição e a lei que é o seu prolongamento. Organismo funcional do Estado a ele incumbe defender-lhe a estrutura contra os ataques que porventura o ameacem.

Será então o Exército uma escola de abnegação e de civismo? Eis porque se outras razões não militassem a favor do serviço militar obrigatório essa seria suficiente para se exigir que todo o cidadão sirva sob as armas à pátria para nela se integrar em corpo e alma.

Não se confunda, entretanto, o militar com o militarismo. O militar é o cidadão fardado a serviço da pátria. Militarismo é um estado de espírito tacanho que acha que tudo se pode resolver pela força bruta, com o desprezo da liberdade e das forças da inteligência. A história trouxe até nós nomes de militares excelsos, que nunca, entretanto, possuíram espírito militarista.

Entre nós, o grande Caxias, a nossa maior figura militar, pois, sem dúvida, possuía um espírito eminentemente civilista, e por isso mesmo tornou-se um militar completo, modelo de cidadão e de soldado. Glória seja, pois, ao nosso Exército que soube criar uma figura imponente como essa que por si só basta para estereotipar um povo.

Muito bem lembrado pelo comandante da 6.ª CSM-Bauru, senhor coronel Vladimir Vieira, quando em suas explanações revela a “necessidade das matérias curriculares de Educação Moral e Cívica, e Organização Social e Política do Brasil (OSPB), para que os cidadãos se interessem pelos assuntos públicos, gerando uma democracia avançada e consolidada”, permitindo um mecanismo pedagógico e revelando um fator educativo.

Cícero Scarpelli

Comentários

Comentários