Tribuna do Leitor

Eu não voto...


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Não voto em candidato que evita mostrar a cara, que contrata animadora para me distrair na televisão, porque esse candidato não tem plano de governo para apresentar, não tem argumento, não tem projeto. Eu não voto em candidato a prefeito que não conhece gestão pública, que não tem jogo de cintura para negociação política. Porque ser prefeito não é ser chefe, ser prefeito não é ser patrão. Ser prefeito deve, muito mais, ser o primeiro servidor público, o primeiro parceiro, aquele com quem mais me identifico, aquele que mais toca o coração do povo.

Eu também não voto em candidato a vereador que promete fazer aquilo que não lhe cabe, candidato a vereador que promete asfalto, ponte, casa. Porque esses ou não conhecem o serviço do vereador ou estão mentindo, e ambos os tipos não merecem ser eleitos. E também não voto em candidato a vereador que desrespeita orientações da Justiça Eleitoral e usam o seu tempo para falar dos candidatos a prefeito, uns por falta de conteúdo outros porque só estão lá para isso, sem pretensão, sem vontade de ser eleitos, são apenas cabos eleitorais ocupando o espaço de outros.

E não voto em candidato a vereador que já participou de negociatas, de escândalos políticos, de denúncias de mau uso da verba municipal, seja nesta ou em outras administrações. Não voto em vereador denunciado na Justiça e que misteriosamente teve o caso abafado: não foi julgado culpado, muito menos foi inocentado, apenas abafado. E onde se vê fumaça, ou alguém mostra a mata verde ou é porque o fogo já queimou tudo, mesmo que escondam as cinzas.

Não voto em candidato amigo, irmão, pai, filho, tio, tia de político condenado, cassado, afastado. Porque sempre fica uma ligação, uma dívida de gratidão a ser paga. E para terminar, não voto em candidato de campanha milionária, de gasto excessivo com marketing eleitoral. Afinal, a fórmula é simples, qualquer administrador sabe: o investimento só vale a pena se gera lucro. Se a campanha custou caro demais, tem que tirar a diferença no mandato. Se foi um parceiro, uma empresa, um benfeitor que pagou a conta, um favor terá que ser pago.

Jorge Carlos Rodrigues de Freitas - analista de sistemas - estudante da Unesp - RG 020.398.044-6

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