Além de ter que conviver diariamente com o excessivo barulho gerado pelo tráfego intenso de veículos, moradores da Quinta da Bela Olinda, Parque Colina Verde, Jardim Pagani, Núcleo Nova Bauru, Jardim Ivone e Vila São Paulo, que vivem nas margens da rodovia Cezário José de Castilho, SP-321, também reclamam das medidas adotadas pelo Departamento de Estradas e Rodagem (DER).
Uma das medidas que tem gerado bastante reclamação por parte dos moradores é a colocação dos chamados “tachões” próximos ao trevo de acesso a Vila São Paulo e Quinta da Bela Olinda. “Isso não resolve nada, é preciso um mecanismo para evitar acidentes ou fazer com que o condutor diminua a velocidade”, diz Jair Bornari.
Antônio Maurício, que reside há 20 anos no Jardim São Paulo e tem sua residência f a cerca de 50 metros da pista, também condena a medida. “Não serve para nada, ou melhor, serve sim, é mais um barulho que temos agüentar toda noite quando um caminhão pesado passa pelo local”, esbraveja.
Procurado para comentar sobre as obras realizadas até o momento e sobre a insatisfação dos moradores, o diretor regional do DER, Dênis Paulo Nogueira Lima, da 3ª divisão instalada em Bauru, disse não possuir autorização para falar com a imprensa, encaminhando a reportagem à assessoria de imprensa do órgão em São Paulo. O departamento, no entanto, não respondeu as questões enviadas por e-mail até o fechamento desta edição.
Das cinco rodovias que margeiam ou que atravessam a cidade, apenas na SP-321 os moradores estão tão próximos da pista de rolamento. Nas demais, a distância, barrancos ou os chamados “guard-rails” dificultam o acesso, principalmente de pedestres, à rodovia.
No caso da rodovia Bauru-Iacanga, o acesso é livre. Moradores pedem, além de da duplicação, no mínimo, a construção da terceira faixa em trechos perigosos. O fechamento dos acessos “clandestinos” e a instalação de proteção nos três quilômetros de trecho urbano são outras solicitações.