Bairros

Concessionárias e DER administram rodovias

Wagner Carvalho
| Tempo de leitura: 3 min

Mesmo nas rodovias que cortam ou margeiam Bauru, a administração municipal não tem qualquer poder de intervenção. Nesses casos, o município apenas “engorda” o coro da população que pede melhorias e duplicação.

De acordo com a Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan), em caso de haver a necessidade da instalação de equipamentos e implantação de viadutos, ciclovias, sinalizações, acessos e passarelas para melhoria da segurança e sistema viário em áreas urbanas que também envolvam rodovias, a Prefeitura de Bauru tem como via de regra participar da fase de estudos referentes às particularidades das regiões envolvidas, bem como da fase de projetos.

Ainda de acordo com a Seplan, execução dos projetos e manutenção dos equipamentos implantados nas áreas pertinentes ao Estado são de competência do Departamento de Estradas e Rodagem (DER) ou das concessionárias responsáveis pelos trechos.

No caso de Bauru, por enquanto, apenas a rodovia Comandante João Ribeiro de Barros no trecho que liga Bauru-Jaú é administrada por um consórcio. As concessões das rodovias Marechal Rondon (SP-300) e João Batista Cabral Rennó (SP 225), que liga Bauru até Ipaussu, de acordo com o Governo do Estado, estão em andamento.

As outras duas rodovias, uma que liga Bauru-Iacanga a Cezário José Castilho (SP-321) e o outro trecho da Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), que liga Bauru-Marília e foi recentemente duplicada, estão sob a administração do DER.

A concessionária Centrovias S.A, responsável pela administração da Bauru-Jaú, duplicou o trecho de 57,4 quilômetros, construiu uma praça de pedágio próximo a Pederneiras, colocou em operação três radares fixos e instalou diversas câmeras de monitoramento. De acordo com a assessoria de imprensa da administradora, o trecho urbano da rodovia consiste dos quilômetros 225 a 235.

“Nesse 10 quilômetros, a Centrovias construiu quatro viadutos e uma passarela, que oferecem condições seguras de pedestres e veículos, inclusive com a instalação de barreiras de concreto no canteiro central para impedir a passagem sobre a pista”, frisa a assessoria de imprensa da concessionária. A empresa informou que não foi registrado um atropelamento nesse trecho durante os oito primeiros meses deste ano.

A concessionária, ainda por meio de sua assessoria, informa que a velocidade máxima nesse trecho (área urbana) é a regulamentada para rodovias duplicadas: 110 quilômetros por hora (km/h) para veículos de passeio e motocicletas e 90 km/h para veículos comerciais. Nas avenidas marginais à rodovia, a velocidade máxima permitida é de 60 km/h.

“Além disso, todos os acessos são regidos pelas normas do DER, cabendo à concessionária fiscalizar o estado de conservação e a forma de utilização dos mesmos”, completa.

Estado

O DER é ainda quem comanda a maior parte das rodovias de ligação com Bauru. Mas assim como aconteceu com Bauru-Jaú, que há 10 anos foi concedida à iniciativa privada, as rodovias Marechal Rondon (SP-300) e João Batista Cabral Rennó (SP-225) Bauru-Ipaussu em breve deverão também ser controladas por concessionárias. Inclusive, existe a previsão para que a última seja duplicada.

Das duas restantes, apenas Cezário José Castilho (SP-321), que liga Bauru-Iacanga, é de pista simples. Já o trecho da Comandante João Ribeiro de Barros que liga Bauru-Marília foi duplicado recentemente.

Para a SP-321, de acordo com as últimas ações do DER no local, não há previsão de duplicação ou construção de terceira via em pontos críticos. Nem a 3ª divisão do órgão, situada em Bauru nem a assessoria de imprensa responderam as questões elaboradas pelo JC.

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