Geral

Sem funcionários, prefeitura vai fazendo o que pode

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Responsável pela manutenção das quase 2.873 praças municipais, além da jardinagem dos canteiros centrais de todas as avenidas, 109 áreas verdes, escolas municipais, núcleos de saúde, entidades assistenciais e outros, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) conta com uma equipe de no máximo 40 servidores para esse serviço. “Temos uma grande deficiência de pessoal”, admite Valcirlei Gonçalves da Silva, titular da secretaria.

Para ele, além de correr atrás do prejuízo, os trabalhadores da pasta também lutam contra a depredação. “Há dois meses furtaram o relógio de força do Vitória Régia. No bosque do Parque União, já foram furtados 400 metros de alambrado. Não é fácil”, lamenta. Silva também informa que mesmo para reparos nos espaços públicos, precisa de ajuda de outras secretarias. “Não temos orçamento para a compra de concreto, por exemplo. Temos 15 roçadeiras para toda a cidade. Além disso, temos apenas um pedreiro e não temos os ajudantes para colocar nas praças”, enumera.

Mesmo com todas essas dificuldades, a Semma construiu duas praças neste ano e está para terminar a praça comemorativa do centenário da imigração japonesa no Brasil. Além disso, a meta da secretaria é plantar 100 mil mudas de árvore na cidade. “Já plantamos seis mil, o dobro dos últimos três anos. E vamos tentar os 100 mil, que deverão ser plantados na zona rural”, observa.

Para resolver o problema da deficiência na manutenção em Bauru, Silva calcula que seriam necessários mais 50 funcionários para a pasta. “Isso sem falar na aquisição de ferramentas para eles”, calcula.

Ele acredita que no Parque Vitória Régia, o principal problema é o assoreamento do lago. “Para resolver, precisaremos de ajuda do Departamento de Água e Esgoto”, diz. Já no Bosque da Comunidade, Silva elenca a troca dos bancos e a substituição de algumas árvores como prioridade. Uma das alternativas para a Semma é a adoção de praças. De acordo com Silva, 35 já foram assumidas pela comunidade e 11 estão em processo para adoção.

____________________

Asfalto

Muitas das pessoas consultadas pelo Jornal da Cidade apontaram o asfalto como sendo um dos principais exemplos do desleixo na cidade. A idade avançada da pavimentação e os buracos que surgem de forma epidêmica deixam a maioria das ruas de Bauru com aspecto lunar. A Secretaria Municipal de Obras, responsável pela área, destina de R$ 250 mil a R$ 400 mil mensais para fabricação da massa asfáltica destinada à pavimentação, recape e serviços de tapa-buracos. O valor varia de acordo com fatores como condições climáticas. Para executar esses serviços, a secretaria mantém cinco equipes de tapa-buracos.

Comentários

Comentários