Turismo

Paris é inevitável

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 3 min

Paris oferece as mais diversas opções de lazer (consulte os roteiros da CVC e os vôos da TAM), dos roteiros básicos aos personalizados, dos econômicos aos sem limite de euros. Para grupos, casais, famílias com filhos pequenos. O básico na eterna Paris vai depender “basicamente” dos seus pés. Como seus principais pontos turísticos estão próximos, o ideal é colocar um sapato confortável e caminhar sem pressa de uma a outra margem do rio Sena. O contato com os parisienses – embora na região haja muito mais turistas do que nativos – já será a prova de que você não errou ao escolher o destino.

Tudo perfeito, lindo, bem cuidado, com direito a paradas junto às barracas de artistas populares que mostram sua melhor arte. A de retratar com pinceladas as belezas dessa cidade inevitável. Dê tempo ao tempo e não economize um olhar mais atento às telas. Depois continue circulando pelo entorno, mesclado de lojas de flores de todas as cores e de todas as espécies.

Para quem ama animais, o programa se completará com cães e gatos, charmosíssimos, exibindo-se em coleiras com cristais, vestidinhos à la Chanel e, claro, donos e donas, no melhor dos seus trajes.

Dizem que as brasileiras são belas. Mas as parisienses, Mon Dieu! Perfeitas. De corpo, de pele, de elegância. Basta observar os tipos mignons nos parques, na Sorbonne, nos jardins de todos os bairros... Prova de que Paris é mesmo a capital da moda. Que me perdoem Milão e Nova York, que também dão banho de loja.

As francesinhas não temem as combinações e o fazem com perfeição. Mesmo que seja apenas para uma volta nas inúmeras bicicletas espalhadas pela cidade (chama-se Vélib o sistema de aluguel de bicicletas de Paris). De botas, de casacos, de meias e boinas. Lindas da tarde!

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Queijos, baguetes e vinho

Os restaurantes mais premiados do planeta estão em Paris, mas quem está viajando com poucos euros pode ter certeza de que não passará fome. Está certo que não há charme algum em andar pelas ruas portando um sanduíche de “pão francês” com salames. Mas se a grana estiver curta, é uma opção. A mesma seguida por inúmeros parisienses que fazem da baguete seu alimento diário, intercalando-a com croissant e crepes.

Em qualquer mercado há excelentes queijos e vinhos com preços reduzidos. Para se ter idéia, até os mendigos parisienses se embriagam com o “elixir da vida”. E sempre uma padaria (bolanguerie) soltando no ar o cheiro da massa crocante recém-saída do forno.

Há inúmeras pela cidade, inclusive no Marais, um bairro antigo, charmoso, que aprovei. Reduto da vida boêmia, dos intelectuais e muito próximo da Bastille e de dois metrôs (use sem moderação). Lembra daquela musiquinha “Eu sou pobre, pobre, pobre de marré, marré, marré? Hoje o bairro, que era um pântano, ficou chique e superatrativo, com hotéis pequenos mas corretos (limpos e com excelente café da manhã), como o Campanille Bastille, credenciado nos pacotes da CVC.

No entorno do hotel e das estações de metrô há uma grande oferta de pães, de queijos e geléias nos mercadinhos e aos sábados e domingos uma feira espetacular, prova de que Paris é uma cidade de cheiros, aromas e cores.

Anote outras dicas para quando ela bater e você estiver há horas rodando: a barraquinha de crepe na esquina do café literário Les Deux Magots, na Praça Saint Germain-des-Prés, e o Mercado Monoprix ( Rue Saint-Antoine, 71) que vende excelentes queijos e vinhos por preços idem.

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