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Bauruense prestigia Desfile Cívico

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Na manhã do dia em que o Brasil comemorou sua Independência, o sol não apareceu. Mesmo com o dia nublado e o vento frio, o bauruense saiu da cama e prestigiou o desfile cívico do Sambódromo. Mais de 2,5 mil pessoas compareceram e esperaram pelo apresentação da Banda do Liceu Noroeste, que fechou o evento.

O evento, que durou cerca de três horas, atraiu políticos, organizações sindicais, familiares de quem estava desfilando e aqueles que prestigiam os atos cívicos. Foi aberto pelos ex-combatentes e se seguiu com policiais militares urbanos, rodoviários e ambientais, além de escolas pública, privadas, igrejas e organizações não governamentais.

O centenário da imigração japonesa foi lembrado no desfile da Igreja Tenrikyo. Projetos sociais, escolas de capoeira e de kung fu e o Jeep Club de Bauru também se integraram ao desfile. O Grito dos Excluídos, subdividido em grupos, apontou alguns dos anseios dos brasileiros a serem conquistados: o fim do racismo, a lei Maria da Penha, a transparência na política, o emprego, a situação dos professores aposentados, índios e maioridade penal, entre outros.

O destaque para o público infantil ficou por conta da Associação Garra do Tigre de Kung Fu, que desfilou com alegorias que atraíram a atenção das crianças. Dois leões e um dragão fizeram a festa no Dia da Pátria no Sambódromo.

As duas mais altas autoridades do Exército e Polícia Militar, coronel Wladimir Vieira e José Guerra Júnior, respectivamente, compareceram ao desfile acompanhados de seus oficiais. Para Guerra o desfile é um ato de civismo. “É uma festa para o Brasil inteiro. Não podemos deixar de comemorar um fato como este que trouxe a liberdade para a nossa nação.”

Ele lembrou que o Brasil que hoje tem destaque no cenário internacional conquistou esse patamar graças a seu povo - “Ordeiro e trabalhador”, finalizou.

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Protesto

Na arquibancada, em meio ao público, policiais civis de Bauru portavam faixas de protesto pelos baixos salários e pela não comunicação com o governo do Estado. De apitos na boca, eles chamaram a atenção.

Segundo o diretor do Sindicato do Investigadores de Polícia, Márcio Cunha, o ato público, que estava se repetindo nas cidades de Marília e Lins, foi promovido para alertar a população sobre as dificuldades que a Polícia Civil enfrenta, com a falta de efetivo e baixos salários.

“Estamos tentando falar com o governador desde o dia 13 de agosto para não termos que endurecer e chegar à paralisação total dos serviços, mas ele continua irredutível”, afirma.

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