A carta do sr. engenheiro Marcelo Lima (06/09/08) tem alguns equívocos contundentes. Usando as premissas deste sr., o mundo estaria perto do fim. Eu sou universitário (engenheiro em potencial), não sou um vândalo e conheço outros mil que também não são ou agem como tal. Será que o sr. não quis dizer país pobre, ao invés de pobre país? Não faltou um adjetivo para a cidade também? A cidade dos buracos, ou a cidade do lanche, ou Cesto de Frutas?
Convenhamos, sr., não temos organização, limpeza nas ruas e nem monumentos. Temos falta de asfalto, falta de praças de esporte, falta de verba para as secretarias de esporte e educação, pagamos caro para viajar de ônibus e não temos companhias aéreas decentes, temos uma linha férrea enferrujada, falta de médicos, falta de remédios, liquidação de patrimônio público e falta de um monte de coisas mais.
Tanto que me pergunto: se estamos nesta situação hoje é por que em algum momento a coisa desandou, o que o sr. fez para mudar isto? O o que sua geração fez? Agora, é a vez na minha geração consertar tudo? Se a minha geração fosse a de “filhinhos de papais”, a sua seria “os próprios papais”, e não estaríamos debatendo sobre isto hoje. Então, por que esse descrédito agora?
Eu viajei para outros países e pude ver monumentos, pontes, formações rochosas, e por aí vai. O roubo deste “Bauruzinho” pode simbolizar uma resposta a esta “brincadeira” de se chamar aquilo de monumento. Que me perdoem, mas coube na sala de uma república de estudantes.
Em resposta à sua última questão (o que esperar dessa geração?), espere, ao menos, um mínimo de respeito a quem merece. E respeito se conquista.
O autor, André Lennon Lini Rafael, é estudante de Engenharia Mecânica da Unesp Bauru; vice-presidente do Javalis Rugby Bauru