Se mantido o reajuste de 29%, um vereador eleito para o quadriênio 2009-2012 receberia R$ 3.600,00. O próximo prefeito saltaria dos atuais R$ 8.929,25 mensais para R$ 11.500,00 e o vice-prefeito dos R$ 4.727,25 para cerca de R$ 6 mil.
A proposta foi aprovada na semana passada, em duas votações, pelos vereadores Antonio José Biliazzi (PMDB), Antonio Marcos Gava Junior (PSB), Marcos Oliveira dos Santos (PP), Sonia Aparecida Gonçalves Belarmino (PRB) e Vicente Apparecido Nardo (PR). Votaram contra o aumento os parlamentares César Guerra (PSDB), Matheus Stangherlin (PT) e Clodoaldo Aparecido de Almeida (PSDB). Como não houve empate na votação, o presidente da Câmara Municipal, o vereador Manoel Fabiano Ferreira Filho (PSDB), não teve que votar. Mas era favorável ao reajuste de 29%.
“Não houve erro, não houve má-fé, não houve abuso de poder”, avalia Ferreira, sobre a decisão da maioria de aprovar o aumento. Existe uma lei municipal que prevê o reajuste no último ano da legislatura, no caso 2004-2008, para vigorar na próxima, 2009-2012.
No entanto, a saraivada de críticas por parte de todos os setores da comunidade foi o sinal de alerta para os políticos. O primeiro a perceber que o reajuste poderia causar estragos eleitorais foi o prefeito Mário Donizette Teixeira (PC do B), o padre Mário, que também busca a reeleição. Ele tratou de vetar a proposta e remeteu o “abacaxi” para ser descascado pelo Legislativo.
Na última segunda-feira, o plenário poderia derrubar o veto do chefe do Executivo. No entanto, por unanimidade, o veto foi mantido, afinal faltam apenas 26 dias para as eleições de 5 de outubro.