Estamos mais uma vez prestes a designar quem irá nos representar na Câmara dos Vereadores, como também quem irá zelar pela nossa cidade, como prefeito. A maioria dos nossos vereadores, que hoje estão exercendo suas funções, são candidatos à reeleição, alguns já estão em seu quarto mandato, e se olharmos para o que foi realizado da parte deles, como nossos representantes, não podemos enumerar grandes e nem pequenos feitos. Lembrando também que dois dos nossos representantes, que foram eleitos como vereadores, nos traíram, “deixando-nos na mão”, talvez porque já tivessem aspirações futuras, como candidatos a prefeito e vice-prefeito.
Acredito que precisamos reciclar nossos representantes na Câmara, elegendo candidatos com nova visão, porém, tomando o devido cuidado em saber quais são suas reais intenções em permanecer até ao fim do mandato como nossos legais representantes na Câmara, pois somente assim poderemos exigir tudo que nos foi prometido, durante a campanha. E aproveitando o ensejo desta carta aberta, deixo aqui alguns questionamentos: Será que o Rodrigo Agostinho irá administrar nossa cidade como administrou a Secretaria do Meio Ambiente?
Sim, porque se olharmos para nossas praças, estão um verdadeiro matagal, e não estou referindo-me apenas às praças de bairros da periferia, faço referência também às praças de áreas nobres da cidade, todas praticamente abandonadas, com o mato alto, quase que encobrindo os bancos, bancos quebrados que conseguiram sobreviver a ação do tempo. E vou ainda mais além, o nosso lindo Bosque da Comunidade também está abandonado, pois semana passada fui até lá, por volta das 10h30 da manhã, pensando em fazer uma caminhada, já que o local sempre foi tão convidativo, com árvores frondosas, ótimo para se caminhar, relaxar, meditar... Qual não foi a minha surpresa! Está em completo estado de abandono, um local como o Bosque é para todos os cidadãos, porém, uma pessoa que use cadeira de rodas para se locomover não tem condições de passear pelas trilhas do bosque, porque o asfalto está na maior parte como as nossas ruas, cheias de buracos, tudo no maior desleixo, isso sem dizer a “locomotiva” que faz parte da ornamentação do local, toda suja, empoeirada...
E pasmem, amigos leitores, para zelar pela limpeza do bosque existem apenas dois funcionários, e pior que isso: não existe nenhum guarda ou segurança. No horário em que lá cheguei, conversei com algumas mulheres (Bosque também é local para se fazer amigos), que assim como eu lá estavam com a mesma intenção de fazer caminhada, e nas nossas conversas me contaram que lá, no nosso tão aconchegante bosque, torna-se por volta das 13h lugar para namorados ou melhor “ponto de encontro” para casais suspeitos, tornando assim desaconselhável a permanência naquele local, ainda mais que um “casal” homossexual foi flagrado no sanitário que lá existe, em atitude suspeita, e o mais grave é que um dos senhores que lá trabalha foi solicitado para que chamasse a atenção do tal “casal”, por falta de um vigia, ele o fez, mas foi desacatado e processado pelo referido “casal”, por discriminação... Pode ser que como resposta eu obtenha a seguinte: que o órgão designado para zelar pelas praças e pelo bosque, seja a divisão de praças e áreas verdes, sob o comando do sr. Paulo Felício Moreira. E aí pergunto eu; a quem essa divisão presta conta? Você, Rodrigo Agostinho, pode me responder?
Maria Angélica Queiroz Sá de Paula Braga