Internacional

Projeto do acelerador de partículas começa a funcionar com participação de software brasileiro

Por Da Redação | Com Folhapress e AE
| Tempo de leitura: 1 min

Genebra - Quase 9.000 cientistas se reuniram ontem na fronteira entre a Suíça e a França para realizar, com sucesso, o primeiro teste com o LHC (Grande Colisor de Hádrons), a máquina mais poderosa do mundo que tentará reproduzir o Big Bang, que é apontado como a explosão que deu origem ao Universo.

No entanto, quem quiser saber logo que segredos do Universo serão desvendados pelo aparelho - e eles podem ser muitos, desde a origem da massa até a estrutura da misteriosa matéria escura - vai ter de esperar mais um pouco: as colisões de prótons que devem revelar aos físicos a intimidade da matéria num grau jamais visto vão demorar para começar.

O maior projeto da história conta com programas, peças e técnicos brasileiros. Uma das contribuições do País é um software que vai ajudar a selecionar os dados que serão gerados pelas colisões entre prótons. Além disso, placas sensoriais foram construídas pelo Laboratório de Processamento de Sinais do Rio de Janeiro. “São contribuições pequenas, mas importantes”, disse André Rabello, um dos cerca de 30 brasileiros que participam do experimento.

Segundo Lyn Evans, chefe do projeto, a relação com o Brasil nos anos 90 era “muito distante”. Para o atual diretor do Cern, Robert Aymar, houve uma “mudança qualitativa” na relação com o País desde 2005. Há três anos, a União Européia financia a ida de cientistas brasileiros ao Cern.

Criado após a II Guerra, o Cern acabou se tornando um dos poucos locais de colaboração entre Europa do Leste e ocidental por décadas. Hoje, 80 países participam do LHC.

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