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Empregabilidade


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Definição. É possível encontrarmos uma vasta gama de definições para a palavra empregabilidade. Relativamente novo, o conceito tomou forma mais definida no final dos anos 90 devido à globalização da economia. Para a wikipédia, por exemplo, “a empregabilidade é uma nomenclatura recente dada à capacidade de adequação do profissional às novas necessidades e dinâmica dos novos mercados de trabalho”.

Mas como conseguir uma boa empregabilidade?

Em minha opinião há um sinônimo para empregabilidade: a competência. É “competente” aquele profissional cujas ações são sustentadas por três pilares: o conhecimento, a habilidade, e a atitude.

Vamos a um exemplo claro: o mecânico automobilístico. Quando levamos nosso carro até uma oficina esperamos um diagnóstico preciso e confiável. É nessa hora que o conhecimento entra em prática, pois sem ele uma peça pode ser trocada sem necessidade ou outra defeituosa passar despercebida (ou ambos).

Já, na troca da peça, esperamos que as recomendações do fabricante sejam cumpridas à risca, com ferramental adequado, e de dentro das normas. Isso é habilidade.

Ao mesmo tempo, um mecânico não deve entrar no carro com o uniforme sujo, sem colocar proteções nos bancos, e a oficina deve estar limpa e organizada.

Preocupação com segurança e meio ambiente é obrigatória. Isso é atitude.

Nem precisamos falar que o cliente deve ser tratado com cortesia, educação, e transparência. Bom, se um mecânico agir dessa forma ele é competente, contudo, qualquer um dos pilares que faltar, ele não é.

Ter alguns diferenciais ajuda a empregabilidade.

- Saúde física e mental.

Bons hábitos (não fumar, por exemplo), controle emocional, capacidade de trabalhar sob pressão, e bom humor já são “pré-requisitos”.

- Apresentação pessoal.

Algumas pessoas confundem boa apresentação pessoal com beleza física. Isso é um grande erro. Já vi pessoas bonitas que não têm boa apresentação pessoal, e vice-versa.

Apresentar-se bem significa vestir roupas adequadas à ocasião (marcas e grifes não importam, bom senso sim), falar bem, não usar vocabulário rico em gírias, tomar cuidado com excessos, evitar piercings, entre outras boas práticas.

Alguém pode estar pensando: “nossa isso não é uma forma de preconceito?”

Não sei, acho apenas que é comum o responsável por uma contratação ter apenas duas (no máximo três) horas para entrevistar vinte candidatos para uma única vaga. Se eu fosse um deles, me preocuparia na possibilidade do “meu livro também estar sendo julgado pela capa”.

- Facilidade de adaptação.

A empregabilidade deve ser foco daqueles que já estão empregados, pois manter-se assim é um desafio tão grande quanto conseguir o emprego em si. Portanto, ser autodidata , adaptar-se às mudanças rápida e eficazmente, ter ética, defender os interesses do seu empregador, entender que o cliente é o que há de mais importante, é um bom começo.

- Manter viva sua rede de relacionamento.

Um antigo professor da universidade sempre me dizia, “tão importante quanto saber é mostrar que sabe”. Minha versão sobre isso é entender que não somos “ilhas” no mercado de trabalho. Devemos interagir por meio de um bom relacionamento inter-pessoal, tanto com fornecedores, clientes, chefes, subordinados, pares, colegas de faculdade, enfim, procurar mostrar ao mundo que você existe e faz um bom trabalho. “Marketing pessoal?” talvez, mas ter um currículo sempre atualizado ao menos é uma boa idéia. Estudos recentes mostram que mais da metade das vagas preenchidas ocorreram por meio de indicações. Se feita com ética e bom senso, a indicação não é negativa, ao contrário, a pessoa quem indicou é co-responsável pela desempenho da indicada e pode ser cobrada por isso.

- A educação continuada. Por fim, a constante atualização. Empresas são vendidas, outras são compradas, e quem era ontem concorrente, hoje, é sócio. Ora, sobreviver a essa dinâmica só tem um jeito: estudar sempre.

Seja por meio de cursos de curta, média , ou longa duração. Isso é o que chamamos de educação continuada. Lembrem-se , estar no mercado de trabalho é como ser um campeão olímpico de natação. Cada dia sem treinamento significa alguns décimos de segundos a mais, e medalhas a menos. Até a próxima.

O autor, Alexandre Capelli, é diretor da escola Senai João Martins Coube, de Bauru

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