Política

Aníbal defende a queda de general

Da Redação
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O líder do PSDB na Câmara Federal, José Aníbal, defendeu ontem em Bauru a demissão do chefe de gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), general Jorge Félix, por causa da escuta ilegal de telefone do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e do senador Demóstenes Torres (DEM-GO). “É grave a situação, esse general já deveria ter sido demitido, porque se ele não sabe é um inepto e, se sabe, é cúmplice. Ele tem que ser posto para fora”.

O deputado tucano visitou quatro cinco cidades da região num esforço de campanha para auxiliar os candidatos a prefeito tucanos de Guaimbê, Lins, Bauru e Botucatu. Em Bauru, ele gravou depoimento para o horário eleitoral do candidato tucano Caio Coube (PSDB).

Para Aníbal, o mais recente escândalo que envolve a mais alta autoridade do STF é grave e está dissimulado pelo processo eleitoral. Ele afirmou que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) gastou R$ 12 milhões com cartões corporativos, dos quais R$ 11 milhões em dinheiro vivo para a compra de maleta de grampo. “É crime. Essa gente tem que ser enquadrada, porque estamos caminhando para um estado policialesco”.

O líder tucano no Congresso acusou o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de ter assinado um decreto em agosto que recria um serviço de inteligência nos moldes do antigo SNI (Serviço Nacional de Informação) da ditadura militar chamado de SISBIN (Serviço Brasileiro de Informação).

Segundo ele, o decreto permite que a Abin tenha acesso a dados sigilosos de órgãos do governo sem fiscalização do Poder Judiciário ou Ministério Público. “É preciso urgentemente aprovar uma legislação para regulamentar o grampo telefônico. Atualmente, o juiz concede autorização a cada quinze dias, mas não existe degravação e ninguém acompanha”, disse o líder tucano, na redação do Jornal da Cidade.

Racha tucano

José Aníbal também criticou os dissidentes tucanos que apóiam a candidatura de Gilberto Kassab (DEM) na eleição da Capital.

O líder do PSDB é ligado à ala do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que enfrenta dificuldades na disputa eleitoral da Capital devido ao racha no partido. O governador José Serra (PSDB) apóia a candidatura do atual prefeito. “O Kassab não é o candidato do PSDB e não acho ele um bom prefeito”, declarou Aníbal, acompanhado do deputado estadual Pedro Tobias.

Questionado por duas vezes se o racha na campanha da Capital não pode enfraquecer o partido e levar a uma derrota na maior cidade do País, Aníbal desconversou e garantiu que o ex-governador é o que tem mais chances de chegar ao segundo turno contra a petista Marta Suplicy.

Sobre o desempenho do PSDB no Estado, Aníbal acredita que o partido deve eleger 190 prefeitos. Pelas projeções do partido, ele inclui Bauru a eleger o próximo prefeito. “Nas grandes cidades do Interior a perspectiva é a de eleger candidatos do partido em São José dos Campos, Jundiaí, Piracicaba e disputar voto a voto em São Bernardo”, declarou.

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