Tribuna do Leitor

Universitários e moradia de graça


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Uma pessoa só chega à universidade, no Brasil, se tiver uma boa ou mínima estrutura de família e dinheiro. O presidente Lula da Silva tem apenas a escolaridade mínima (infelizmente para nós), porque foi pobre. Como ele, milhões não chegam nem ao segundo grau. Poucos chegam à universidade, e, parte desses, precisam fazer a família suar para pagar faculdades particulares. Privilegiados ingressam nas universidades públicas, mas acham pouco ter escola gratuita e exigem refeitório, bolsas de estudo e moradia de graça. Ora, só pode estudar em outra cidade quem tem condições para se manter.

A Unesp local anunciou a construção de dois alojamentos com moradia de graça para mais de 60 alunos. Já imaginaram a bagunça que aquilo vai virar? Se vivenciássemos um sistema justo, com educação e saúde para todo povo brasileiro, seria lógico atender aos pedidos dos estudantes. E vou além. Convivo com estudantes e sei que, principalmente longe da família, são imaturos e irresponsáveis. Para bares, bebida, festinhas, cigarro e afins, eles têm dinheiro. Para os que precisam, já são beneficiados com bolsas de estudo.

Quanto ao absurdo roubo do “bauruzinho” por alunos (3) da Unesp e 1 da USC, apóio as idéias e a carta de Renan F. Casal (“Desabafo de universitário”) de que há universitários bons, mas outros muito ruins também, contudo, estranho a defesa de outros estudantes, em cartas ao JC, alegando que há muitos universitários responsáveis, que desenvolvem projetos e trabalhos comunitários. Ora, isso é o mínimo que se espera deles e faz parte das atividades curriculares, principalmente se eles ocupam uma almejada vaga pública. E quanto a movimentar a economia da cidade, eles o fazem assim como qualquer outro segmento que viva aqui.

O presidente da República anunciou que vai aumentar as vagas nas universidades federais (ótimo) e contratar mais professores. Pois ele podia aumentar as vagas sem onerar o orçamento, fazendo com que os professores dessem mais aulas, porque eles dão uma média de 4 (quatro) aulas por semana, apenas!! E como nas outras universidades públicas, muitos moram em outras cidades, longe do local de trabalho, mesmo com jornada integral. É possível isso? E vêm com essa história de “trabalhar em casa”, com pesquisas e tal. Ê Brasil!!

Rosyete Suely da Rocha

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