Moscou - Foi uma falha no motor que derrubou o Boeing 737/500 de uma subsidiária da Aeroflot na madrugada de ontem, matando as 88 pessoas (21 estrangeiras) que estavam a bordo do vôo SU821 entre Moscou e Perm, nos montes Urais.
Agências de notícias e canais de TV russos entrevistaram testemunhas que disseram ter visto uma explosão antes de o avião cair e que os destroços se espalharam por uma grande área, alimentando a suspeita de um atentado terrorista.
“Não temos informações de que a aeronave explodiu no ar”, declarou o ministro dos Transportes da Rússia, Igor Levitin. “Julgando pelas inspeções na cena, a queda está ligada a defeitos técnicos no motor direito”, disse Alexander Bastrykin, da Promotoria Geral russa.
Um dos mortos, de acordo com as agências noticiosas, é o general Gennady Troshev, que em 2000 comandou o Exército russo contra os rebeldes separatistas da Tchetchênia.
O contato com o avião foi perdido quando ele estava a uma altitude de 3.600 pés (1.100 m), já em procedimento de pouso, informou uma porta-voz da Aeroflot, que prometeu uma indenização de 2 milhões de rublos (cerca de R$ 140 mil) às famílias das vítimas.
O tempo estava fechado, e o avião caiu numa área desabitada, mas próxima a prédios residenciais. Já foi encontrada a caixa-preta.
“Senti uma explosão, ela me derrubou da cama”, uma habitante de Perm disse à TV Vesti-24, sem ser identificada. “Meus vizinhos e outras testemunhas me disseram que o avião estava queimando no ar, que ele parecia um cometa.” No aeroporto de Moscou, Valery Okulov, diretor da Aeroflot, disse que a companhia vai acabar com o acordo de cooperação com a Aeroflot-Nord, que ficará proibida de usar o nome ou o código de sua empresa.