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Policiais civis em greve repudiam proposta de reajuste com apitaço

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 1 min

Os policiais civis em greve fizeram apitaço ontem, em frente ao Palácio das Cerejeiras, em Bauru, em repúdio à nota divulgada pelo governo do Estado de São Paulo informando que propôs reajuste de até 38% à categoria. No nono dia de paralisação, na cidade apenas registros de flagrantes e de casos de gravidade e remoção de cadáveres estão mantidos.

O delegado regional do Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo (Sipesp), Márcio Cunha, classificou a nota de mentirosa. Ele contesta dizendo que os 38% de reajuste seria aplicado apenas à quinta classe, cuja extinção é solicitada pelos grevistas. Cunha destacou que os colegas até perceberiam o aumento, mas a maioria dos policiais civis não receberia um tostão de reajuste.

O sindicalista lembrou que o Supremo Tribunal Federal (STF) não cassou a liminar concedida pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT). O ministro Eros Grau manteve liminar concedida pelo TRT determinando a continuidade dos serviços e a manutenção de 80% do efetivo da polícia paulista durante a greve. Para a categoria, tal posicionamento ampara a paralisação.

Cunha explicou que a categoria escolheu o Paço Municipal para fazer a manifestação para mostrar à população que os policiais se sensibilizam com as dificuldades enfrentadas por conta da greve. “O munícipe é o primeiro que sofre com a ausência de segurança pública, por isso viemos ao poder público municipal”, ressaltou.

Na prefeitura, os grevistas foram recebidos pelo chefe de Gabinete, João Baptista Campos Porto, que é delegado aposentado. Apesar de ter se colocado como solidário aos colegas, Porto destacou que estava ali representando o prefeito Tuga Angerami, que não emitiu opinião sobre o movimento.

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