Política

Candidatos evitam polemizar com Tuga


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Dois dos três candidatos a prefeito – Clodoaldo Gazzetta (PV) e Rodrigo Agostinho (PMDB) – defenderam a construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) com recursos a fundo perdido, mas evitaram comentar a declaração de Tuga Angerami (sem partido) de que os candidatos a prefeito foram “hipócritas e demagogos” ao defenderem a construção da estação de tratamento a custo zero.

Clodoaldo Gazzetta (PV) afirmou que não muda de opinião de o projeto de construção da estação de tratamento de esgoto contar com recursos do Fundo de Tratamento de Esgoto (FTE). “Não vejo necessidade de mudança. Respeito os acordos elaborados pelo atual governo. Colocar em discussão o tratamento de esgoto é voltar um assunto que já foi feito com a sociedade”.

Gazzetta disse que não sentiu-se atingido pelas declarações de Tuga. “Tenho respeito pela história e o passado dele. Ele jogou fora seu legado político para deixar a cidade arrumada para o próximo prefeito”, desconversou quando perguntado se o termo “demagogo” seria para ele.

Questionado do uso de termos depreciativos pelo prefeito na coletiva com a imprensa ontem de manhã no Palácio da Cerejeiras, o candidato do PV afirmou que o prefeito tem direito de falar aquilo que pensa. “Mantenho minha opinião: é viável construir a estação de tratamento com recursos do FTE e buscar verba a fundo perdido. Cidades menores que Bauru conseguiram verba”.

O candidato Rodrigo Agostinho (PMDB) disse que preferia não comentar a questão política, porque o prefeito havia prometido permanecer distante do processo eleitoral. “Não é um comentário que merece consideração”, declarou o candidato peemedebista ao ser referir aos ataques de Tuga.

Sobre a construção de tratamento de esgoto, Rodrigo negou que tenha dito que é possível construir a ETE a custo zero. “O que pode fazer é conseguir recursos do governo estadual ou federal para diminuir o prazo para a instalação da estação”, disse o peemedebista.

O dinheiro, que vem sendo recolhido por meio do FTE, segundo ele, garante R$ 12 milhões por ano para obra avaliada em R$ 87 milhões. Rodrigo reafirmou que existem várias opções que vão do fundo perdido a financiamento que podem reduzir o impacto em cima da tarifa.

O peemedebista concorda, no entanto, que pode ser rediscutida a questão do financiamento, como buscar recursos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), linha de financiamento do governo federal para investir na infra-estrutura e saneamento básico. “É necessário uma avaliação, porque a obra custa R$ 87 milhões e o cronograma do DAE para construção está furado. Com o dinheiro do FTE não seria possível a conclusão da obra”, disse.

Caio Coube, candidato do PSDB, foi procurado pelo Jornal da Cidade ontem à noite. Ele atendeu o celular e alegou que não poderia atender a reportagem, porque estava em uma reunião política.

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