Politicando

Não sou defunto!


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Na feira da Gustavo, o candidato seguia acompanhado da esposa. Por mais que ele a puxasse para o centro da rua, ela queria seguir beirando as barracas. Isto nos pareceu compreensível, mesmo porque o candidato é ele, e ela não tem a obrigação de fazer tudo o que ele faz. Houve um momento em que os ânimos se exaltaram, dando ensejo a que se estabelecesse um diálogo ríspido, mas a esposa saiu-se vencedora com um argumento definitivo: - Eu não sou defunto para ir pelo meio da rua!

Contada por Rui Bertoti

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