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Grupo ajuda a lidar com o problema

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

O melhor remédio para tratar a doença de Alzheimer continua sendo a solidariedade. Ela não cura, mas ajuda a evitar a desintegração das famílias, que sofrem com o problema e com as mudanças que ele causa em seu cotidiano.

Para auxiliar essas famílias, surgiu há dez anos em Bauru a Associação dos Familiares e Amigos dos Doentes de Alzheimer (Afada). O órgão foi criado por iniciativa do psicólogo Wilmar Scavassa, 47 anos, e de algumas famílias que estavam em busca de auxílio.

As primeiras reuniões foram na casa do psicólogo e depois passaram para uma sala dentro das dependências da Igreja Presbiteriana, onde continua até hoje.

Segundo Scavassa, a idéia de criar o grupo de apoio nasceu porque as famílias de Bauru que enfrentavam esse problema estavam totalmente desorientadas naquela época. O diagnóstico da doença era difícil e lidar com ela também.

O psicólogo lembra que na primeira reunião todo mundo queria falar ao mesmo tempo, o que dava a dimensão da necessidade que as pessoas tinham de falar dos problemas. Havia 24 famílias representadas na reunião inaugural.

Desde então, a Afada tem ajudado na orientação dos parentes dos doentes. E uma das principais recomendações que vêm sendo feitas ao longo do tempo, segundo o psicólogo, é que as pessoas procurem dividir com outros a tarefa de cuidar de seus doentes. “As pessoas precisam viver. Se elas não saem para se divertir, elas ficam doentes também. Aí serão dois para cuidar”, alerta.

Scavassa lembra que dificilmente as famílias têm condições de pagar para alguémcuidar do seu doente. Por isso, a colaboração dos parentes é fundamental para um revezamento. Assim, não sobrecarregar apenas uma pessoa.

Segundo ele, é importante também que as pessoas não se sintam “super-homens” ou “mulher maravilha” achando que só eles sabem cuidar dos doentes. “É preciso dividir as tarefas”, orienta.

• Serviço

A Associação dos Familiares e Amigos dos Doentes de Alzheimer (Afada) tem reuniões quinzenais em uma sala cedida pela Igreja Presbiteriana, localizada na rua Ezequiel Ramos, 7-32. O horário é das 14h30 às 16h.

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