Regional

Envenenamento ainda é um mistério

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Garça - A Polícia Civil ainda não concluiu o inquérito que investiga a morte de duas funcionárias de um viveiro de mudas em Garça (70 quilômetros de Bauru). O inquérito policial já dura quase oito meses e não tem data ainda para ser concluído. O caso, que corre em sigilo, está sob a coordenação do delegado Valdir Tramontini, que ainda aguarda laudo técnico e investiga novas provas.

Segundo Tramontini, a conclusão do inquérito ainda deve demorar. “Está em investigação ainda e vai longe. Têm várias coisas para acertar ainda”, revela o delegado.

O delegado assistente da Seccional de Marília, Wilson Frazão, explica que o prazo inicial para realização dos inquéritos policiais, geralmente, é de 30 dias e a prorrogação depende de autorização da Justiça. “Depois os prazos seguintes são de acordo com o que é deferido pelo juiz. Normalmente, são mais 30 dias e a cada 30 dias ele renova o prazo”, comenta.

De acordo com Frazão, se o juiz entender que o caso é complexo, ele poderá deferir um prazo maior de uma vez só. “Tem caso que o juiz, entendendo que é mais complexo, dá logo um prazo de 120 dias”, confirma.

O crime

No crime ocorrido em Garça em janeiro deste ano, morreram Nilsa de Fátima Gouveia Quintanilha, 42 anos, e Luciana Cristina de Souza Santos, 37 anos, após beberem o café “batizado”. Uma terceira pessoa, Marilena de Souza da Silva, 46 anos, também teve contato com a bebida, mas sobreviveu após dois dias de hospitalização.

O laudo técnico do Instituto de Criminalística (IC), da Polícia Científica de São Paulo, comprovou a existência de uma substância tóxica na garrafa de café apreendida no viveiro de mudas no dia 26 de janeiro.

A reconstituição do crime, que chocou os moradores da cidade, ocorreu no dia 28 de fevereiro e foi comandada pelo delegado Tramontini. Na ocasião, foram formuladas duas teses. Uma de acordo com a versão apresentada por um suspeito e a outra de acordo com os depoimentos prestados pela maioria das testemunhas.

Provas

De acordo com Tramontini, as investigações prosseguem com o intuito de obter provas sobre a autoria do crime.

“Está em fase de investigação (o inquérito), tentando ter sucesso desta prova”. O delegado lembra também que ainda existe laudo pendente a ser entregue. No entanto, ele não quis detalhar qual laudo seria este para não atrapalhar o andamento dos trabalhos, que já duram quase oito meses.

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