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Dia Mundial da Árvore


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Pouco ou nada tivemos a comemorar no dia Mundial da Árvore, a não ser o lamento por tudo que elas têm sofrido do próprio ser humano, principalmente nas grandes cidades com a impermeabilização do solo pelo asfalto e concreto armado, ficando somente com um espaço mínimo para receber a água das chuvas que lhes garante a vida. Mesmo assim elas nos fornecem o oxigênio pelo processo de transformação do monóxido de carbono pela fotossíntese, garantem as flores e a polinização, a sombra e os ninhos dos pássaros na primavera, e ainda assim sofrem todas as intempéres da natureza.

Como não bastassem todas essas dificuldades, elas sofrem ainda com as ervas daninhas, unhas de gato que infestam os seus caules, dificultando com isso o processo de crescimento. Não recebem nenhum tipo de manutenção ou tratamento por parte dos governantes, a não ser as drásticas e terríveis podas radicais, sem nenhum acompanhamento por engenheiros florestais, que poderiam ajudar ao longo de suas vidas. Nas cidades sofrem também pelo vandalismo, onde de cada 100 plantadas somente 15 permanecem até o segundo ano de vida, as mais antigas ainda defendem o homem pelos ventos e tempestades, pois elas são sempre as primeiras vítimas.

Saindo das cidades, indo para a nossa Amazônia, já que a Mata Atlântica ficou reduzida a 3% da cobertura vegetal , o maior genocídio ambiental é praticado no Mato Grosso, Pará e na própria Amazônia, onde para tirarem um mogno centenário os “correntões” dos assassinos destroem 200 pequenas árvores que não chegam a ver o sol que lhes dá a vida. Assim caminha a desumanidade contra a Natureza e a Vida.

O autor, José Pedro Naisser, é ecologista e colaborador de Opinião

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